Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

22
Out 08

Proverbiando...

 "A ordenhadora computorizada é quem mais ordenha"

Inicia-se hoje uma nova rubrica nos Desabafos de um Vagabundo: Provérbios para as futuras gerações, mas não uns quaisquer provérbios insipidos carcomidos pelo tempo, novos provérbios ou, quanto muito, reinspirações de ultrapassados chavões populares.

 1) Onde se dizia "Gato escaldado de água fria tem medo" deve passar a dizer-se "Gato escaldado de cão frio tem medo" ou "Porto escaldado na Ucrânia tem medo".

 2) Onde se dizia "Mais vale um pássaro na mão que dois a voar" deve passar a dizer-se "Mais vale um passarão na prisão que dois em minha casa" ou "Mais vale um Sócrates no Governo que dois no meu andar".

 3) Onde se dizia "O Povo é quem mais ordena" deve passar a dizer-se "A ordenhadora computorizada é quem mais ordenha" ou "A Manuela Ferreira Leite não dá boa ordenha", embora neste último caso haja quem acrescente: "...e se não se tiver cuidado o leite azeda".

 4)Onde se dizia "Mais homens se afogam no copo que no mar" deve passar a dizer-se "Homem que se afoga no copo não morre afogado" ou "Quando mais o Governo afunda mais grita que sabe nadar".

 5) Onde se dizia "E tudo o vento levou" deve passar a dizer-se "Se for peido também me vou" ou "Se for a ASAE digam que nem cá estou".

 Hoje ficamos por aqui, mas amanhã continuaremos por ali. Pede-se desculpa pelo uso de uma linguagem mais brejeira, mas

 6) Prefiro morrer de fome que de caganeira

 o que apenas poderá significar que o indivíduo em causa tem um verdadeiro afecto pelo seu temperamento olfativo.

 

 Haragano

publicado por plectro às 23:21

O Futebol Clube do Porto não pode ter 90 minutos de Sacrifício

Estive quase morto no deserto e o Porto aqui tão perto...

 No Porto corre sangue azul na crucificação do Cavaleiro Jesualdo Ferreira, o último dos Lordes do Reino do Dragão. O Castelo do Dragão Azul foi assaltado pelos Bárbaros Ucranianos liderados pela horda do Dínamo de Kiev que, pela pata de Aliyev, o Urso Polar, gelou o coração do Dragão aos 27 minutos da batalha, tendo ficado sem sequer conseguir tirar partido desse fenómeno, recentemente chegado às hostes azuis, que dá pelo nome artístico de Incrível Hulk.

 D. Nuno, o Guardião Mor das Redes Reais do Reino do Dragão afirmou no flash interview: “O futebol é isto. São 90 minutos de sacrifício, de ataque continuado e não marcamos uma única vez. Eles, pelo contrário, num só remate à baliza, acertaram e ganharam. Por vezes isto é mesmo assim". E aparentando ter consultado à socapa o Rei Pinto da Costa no final do confronto afirma ainda D. Nuno com uma certeza inigualável: “Temos de continuar a trabalhar, com a dedicação de sempre. Precisamos de vencer na Ucrânia. Temos todas as condições para ganhar lá. Creio que nessa partida eles não vão jogar com 11 jogadores atrás da bola".

 Não sou portista e ainda por cima sou republicano (o meu Office 2003 dá erro na palavra portista – será vingança?), e sou daqueles que torce por qualquer clube português em jogos com equipas estrangeiras. Contudo acho que o FCP precisa começar a falar menos, a prometer menos e a fazer mais. Longe vai o tempo de Pepe, Bosingwa e Quaresma. É preciso reagir e criar novos Guerreiros no Reino do Dragão. Não quero o canto do cisne de Sérgio Godinho: "Estive quase morto no deserto e o Porto aqui tão perto."

Gil Saraiva

publicado por plectro às 07:47

Haragano, O Etéreo

"Haragano, O Etéreo"
(A HISTÓRIA...)

Ao princípio
Senti-me como que um desaparecido...

Não em combate,
Como certos militares em terra estranha...

Não no triângulo das Bermudas,
Como reza a história de muitos navios...

Não em pleno ar,
Como se fosse um avião
Engolido pela própria atmosfera...

Não! Nada disso! Desaparecido de mim...
Sem identidade... Sem existência...
Sem referências... Sem sentido de viver...
.
Imagine-se a montanha!
Grande! Monstruosamente grande!
Gigante mesmo
Elevando-se na planície!

Isso fui eu,
O eu Narciso antes da primeira queda,
Antes do começo das erosões...
Seguidas, repetidamente insistentes,
Continuadas no tempo e na vida...

Isso fui eu,
Antes dos abalos, dos sismos,
Dos terramotos sem fim
Num mundo feito de sobrevivência
Mais que de essência!

E a montanha foi perdendo forma,
Volume, dimensão...
Até se confundir na planície amorfa
Da multidão sem rosto,
Sem esperança,
Sem dignidade
E sem amor próprio...

Aparentemente,
Eu tinha desaparecido,
Sem que um vestígio de sobrevivência
Servisse de pista
Para uma busca por mim mesmo...

Imagine-se um desastre
Num qualquer ponto isolado do globo,
Onde um hipotético sortudo
Salvo da morte pelo acaso,
Irremediavelmente ferido,
Acabasse por ficar
Virtualmente irreconhecível
Perante a exposição ao tempo
E às depredações dos animais
E da própria natureza...

Isso era eu!
Perdido de mim e dos meus...
Desaparecido do mapa
Dos humanos com voz própria!

Ao princípio
Foi assim que me senti.

Depois, dei conta que vagueava
Sem destino ou rota certa...
Algures entre nenhures,
Um ser disforme,
Parco de alma e existir...

Durante momentos que pareceram anos,
Durante anos que não tiveram momentos,
Apenas procurei, não sei o quê...
Não sei porquê...
E não sei como...

Quando finalmente dei por mim,
Não passava de um vagabundo,
Perdido de si em busca do ser...

Era como se os locais,
Por onde a minha sombra
Me garantia a existência,
Fossem nuvens sem forma,
Estradas sem referências,
Caminhos sem lei...

Apenas limbos...
Apenas Éter...

Às vezes sentia
Que estava numa grande teia,
Cheia de predadores,
Plena de vítimas,
Ávida de sentidos e sentimentos...

Uma teia universal que me envolvia
Como uma rede escura e semi-eléctrica...

Descobri, aos poucos,
Que tinha sido absorvido pela internet
E que me tornara
Num Vagabundo Dos Limbos,
Em Haragano, O Etéreo,
Numa Lenda Urbana
De quem nunca ninguém ouviu falar,
Num Senhor dos Tempos
Sem tempo para si mesmo...

Um Sir, à inglesa, polido na forma,
Vazio no intimo de si próprio,
Repleto de vontade e de reconstrução...

Um Vagabundo Dos Limbos,
Haragano, O Etéreo,
Em busca da identidade esquecida
Num passado sem memória...

Até que renasci,
Gritando aos cinco ventos
A minha alvorada...
Vento de ser,
Vento de existir,
Vento de viver,
Vento de sentir,
Vento de amar...

De novo era gente,
Uma criatura nova,
Não na idade que essa
Não deixa Cronos em cuidados,
Mas na vida.

Eu era...
Eu sou, esse Sir,
O Vagabundo Dos Limbos...
Haragano, O Etéreo...
Pela rede universal transmitindo
A história de uma alma
Que aos poucos fui reconstruindo,
Sem vaidade, sem orgulho,
Sem a certeza sequer de ser ouvido...

Porém... com a esperança
De que ao falar globalmente
Para este universo imenso,
Possa um dia agir localmente
Na alma de um ser que como eu
Se sinta desaparecido a dada altura...

Assino, como me conhecem:
Sir, Vagabundo Dos Limbos,
Haragano, O Etéreo...

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

publicado por plectro às 07:37
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