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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Abaixo Assinado 04/11

 

Abaixo Assinado

"ABAIXO ASSINADO"

Pelo sorriso
Dos teus olhos...

Pelo prazer
Dos teus lábios...

Pela suavidade
Da tua pele...

Pelo odor
Do teu ser...

Pela felicidade
Da tua presença...

Pelo amor mais profundo...

Eu,
Abaixo assinado,
Declaro que te amo,
Com toda a força
Dos elementos
E com o poder
Do universo
Que me constitui,
Para sempre!...

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

A Palavra 03/11

 

A Palavra"A "A PALAVRA"

O bar ao fundo...
O motivo era a espera,
Uma espera com fim anunciado:
Ela não devia demorar!

Na sala cheia
Ninguém dava por mim,
Naquele canto destinado
A ilustres desconhecidos,
Como eu, aliás...
A multidão falava de quotidiano,
Falava de tudo,
Mesmo sem muito conseguir acrescentar...

Na minha mente
Uma só palavra parecia bailar
Entre a ponta da língua
E a garganta seca da cerveja
Já extinta no copo da imperial,
Havia algum tempo...

O bar ao fundo...
Uma só palavra...
E ela que tardava...

Pela milionésima primeira vez
Consultei o relógio,
Era verdade:
Os segundos continuavam a passar
No ritmo incontrolável
Do Tempo...

Levantei o olhar...
Ela sorriu para mim
Uma vez mais,
Como mil e uma vezes o fizera
Anteriormente...

E a palavra ganhou forma de novo,
E o Tempo parou,
E o bar pareceu vazio,
E a garganta húmida
Ganhou voz e lançou a palavra,
Pela milionésima segunda vez,
Pela ponta da língua:

Amo-te!

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

Achas de um Vagabundo

Achas Para Um Vagabundo

Achas de um Vagabundo

Chegou hoje ao fim o livro de poesia “Achas de um Vagabundo”. Uma viagem de alguém que apenas tem a internet como interlocutor dos alentos e desalentos da alma e do espírito. Um Haragano que não passa de um sinónimo de um cavalo selvagem, que dificilmente se consegue domar ou de um vadio, um vagabundo que se perde pela bruma da internet, quais limbos sem forma ou definição correcta, numa busca sem significado ou entendimento, pelos caminhos do éter onde, aqui e ali, vai sendo escutado por almas que, de passagem, lhe oferecem escassos momentos de atenção. Por isso ele é o Senhor da Bruma, o Vagabundo dos Limbos, o Haragano, O Etéreo, uma lenda urbana de quem nunca ninguém ouviu falar.

Achas de um Vagabundo, apresenta os poemas: “Adormecer…”, “Alguém”, “Aqui…”,  “Ela…”, “Haragano, O Etéreo”, “Felicidade”, “Já se vai…”, “Música”, “Não por mim…”, “Nasce”, “Possa ser eu!”, “Quem…”, “Sexto Sentido”, “Toca-me…”, “Um Copo” e “Um Poema”, numa apresentação da personagem intima do Senhor da Bruma, um ser cuja importância se esgota nele próprio. Longe da sociedade consumista, que gere o mundo, e na qual não se quer ou não se consegue integrar.

A vaidade dos nomes que escolheu nas suas peregrinações virtuais pouco mais reflectem que o isolamento a que se sente votado, quase condenado, pelas circunstâncias que a vida lhe foi oferecendo. O presente blog põe fim às outras publicações do autor na internet onde, desde 1994, publicou pensamentos, crónicas, ideias, livros e poesias. Por este canto do Éter ficarão resumidas as suas palavras e pensamentos, excepto as que por circunstâncias dos tempos não faz sentido aqui reeditar.

 

Gil

Um Poema 02/11

Um Poema

 "UM POEMA"

Um poema
Nada tem de silencioso,
Mágico ou natural,
É sim um grito mudo
Do amago de quem escreve
Para a essência de quem lê...

Se for ouvido é música divina,
É arte,
É voz...

Mas se na valeta
Do esquecimento
Ele cair
Então
O poeta morreu uma vez mais,
Mas não sem antes sofrer muito
Para além do suportável
Pelo comum dos mortais...

Quantos de nós,
Muito além desse sentido,
A que chamamos de audição,
Escutamos realmente o grito mudo?

Quantos de nós ouvimos
No marasmo do nosso cotidiano
Um só poema?

"-Depende..."
Dirão os mais sensíveis...
"-Eu acho que sim!"
Afirmarão os convencidos
Pelas lições que a vida
Lhes foi dando...
"-Eu escuto..."
Dirás tu
Com medo da tua própria voz...

Um poema
Nada tem de silencioso,
Mágico ou natural,
É sim um grito mudo
Do amago de quem escreve
Para a essência de quem lê...

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

Um Copo 01/11

Um Copo

"UM COPO"

Um copo de cerveja e um cigarro...
E a música apalpando toda a gente...
Um copo de cerveja e um cigarro...
E gente sentindo o corpo quente...

Um corpo que deseja e mais um charro...
E o álcool subindo calmamente...
Um corpo que deseja e mais um charro...
E outro corpo aquecendo lentamente...

Um litro se despeja zarpa o carro...
E o leito se aproxima ardentemente...
Um litro se despeja, zarpa o carro...
E zarpa o sangue no corpo da gente...

Um fogo que se inveja, coze o barro
E unindo dois corpos fortemente:
É movimento, ritmo, ternura,
É febre, suspiros e loucura;
É infinito num tempo finito,
No segundo louco da expansão...

Um grito se solta e é bizarro...
É suor, saliva e sucos de emoção...
Um grito se solta, coze o barro
No exacto momento da fusão!...

É já... ainda não... e mais... agora!...
É vem... amor... é dia dos sentidos,
É noite, ardor, é dentro e fora,
É grito que se quebra em mil gemidos!...

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

Pág. 6/6

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