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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

31
Dez08

Para Que 2009 Tenha Menos Porquês

Gil Saraiva

 

Tell Me Why

 

Ser Solidário

 

Com o poema “Vagabundo das Sombras” termina o livro “Espelho de Água”. Amanhã é, portanto, ano novo, vida nova. Iniciarei mais um livro de poemas, desta vez o “Gota de Lágrima”, mais uma viagem pelos sentimentos de um vagabundo que vive cada dia com o pensamento de que pode ser o último ou seja plenamente.
Este vídeo, esta música, que aqui fica, destina-se a recordar o que de pior ainda se encontra no mundo. Se usassem para erradicar a miséria e a fome no globo, principalmente no mundo das crianças, o mesmo que foi usado nos últimos meses para salvar um suposto capitalismo estou em querer que a situação seria bem menos grave.
Ser solidário é coisa para todos os dias. Não se serve na consoada do Natal ou no  champanhe da passagem de ano, nem na Páscoa ou noutra qualquer efeméride. Serve-se de coração e todos os dias, com amor.

 

Gil Saraiva

31
Dez08

Vagabundo das Sombras

Gil Saraiva

Vagabundo das Sombras

"VAGABUNDO DAS SOMBRAS"

Vagabundo das sombras,
Haragano, O Etéreo,
Perdido em sonhos que não meus...

Procuro, procuro no crepúsculo,
Encontrar a arma branca
Que me assassine a saudade
De dias de sorriso
E noites de prazer...

Vagabundo Dos Limbos,
Haragano, O Etéreo,
Na net perdido entre circuitos
Onde os sentimentos
São palavras sem cheiro
E a caricia
Não tem o sentir da derme,
Suave, humana, apetecida...

Vagabundo de mim
Que não encontro
A cristalina razão
De meu existir...

Haragano da net,
Etéreo na viagem,
Crisálida serei
Num casulo chamado internet...

Haragano, O Etéreo in Espelho de Água

30
Dez08

Sentir Só

Gil Saraiva

 Sentir Só

 "SENTIR SÓ"

Na aldeia global
Entrei um dia
Procurando por ninguém...

Nas redes saltei,
Com nostalgia,
Parando por um simples também...

Ah!
Foi instinto
Que me fez falar
Contigo entre milhões...

Não sei se foi destino
Ou se persinto
Quando há alguém
Mais pra além...

Sei que te conheci...
Sei que gostei...
Mas o que eu vi...
Nem mesmo sei...!

O tempo não parou
E foi passando...
Mas o elo ficou
Um dia e outro...
E quando me interrogo,
Perguntando
O porquê de manter
Tal ligação...?
Não encontro resposta...
Apenas sinto no pulso
Latejar a pulsação...

Pode o mundo rodar
Mais cem mil vezes...
Na INTERNET entrarei,
Talvez não tantas,
Mas, enquanto girar
Meu pensamento,
Jamais esquecerei
Aquele momento
Em que encontrei alguém,
Sem saber quem,
Por entre multidões,
Entre milhões...

Posso no mundo ser
Um grão de pó...
Na aldeia global
Serei ninguém,
Mas sei que entre milhões
Existe alguém...
Não mais poderei eu
Me sentir só !...

Haragano, O Etéreo in Espelho de Água

29
Dez08

Queda de Água

Gil Saraiva

Queda de Água

"QUEDA DE ÁGUA"

Não sei se aqui encontro
O abrigo quente,
O refugio terno,
De palavras de alegria,
A doce sensação do existir
Entre quem sente,
De quem vagueia
E não se encontrando
Recebe, por fim,
Um sorriso protector...

O que me pode dar a net
Que eu não saiba já?
Não sei...

Mas quem dera poder sentir,
Por fim,
O sangue correr em minhas veias
Com a força de um rio
Que se esvai
Em direcção à queda de água...

Como era bom saber
Que sinto igual aos outros...

Saber que existe amor
Pra mim também...
Afinal é disso
Que todos nós vivemos...

E há mesmo ainda
Quem morra por amor...

Não quero morrer
Sem sentir meu sangue desaguar,
Por fim,
Na queda de água
De algo a que eu chame:
Os nossos sentimentos...

Haragano, O Etéreo in Espelho de Água

28
Dez08

Os Azares de um Homem de Sorte

Gil Saraiva

 Os Azares de um Homem de Sorte

 "OS AZARES DE UM HOMEM DE SORTE"

Sou um homem de sorte!
Perguntam-me porquê?
Coisa mais simples:
Tenho a sorte de ser feliz,
Alegre,
Um optimista, enfim...

Mas e a Vida corre bem?
Ah... A Vida...
Essa ingrata criatura,
Sem forma ou rosto,
Nem sempre corre
Quanto mais bem...

Se é pra subir,
Subir na Vida,
Quase gatinha
A pobre atrapalhada.
Mas a descer é mestre,
Dá cartas,
Tem os recordes todos
E as medalhas...
Parece andar a jacto,
É campeã!

Nos momentos sem altos
E sem baixos
Marca passo,
Conta um por um,
Como se cada passo fosse ouro
Que há que guardar para sempre,
Qual tesouro!...

É prima dos Azares a minha Vida,
Com eles convive sem pudor,
Dão-se tão bem,
No dia a dia,
Que chego a pensar se nao seria
Melhor que casassem por amor!...

Se casa, carro, mulher,
Perco de uma vez apenas,
Diz-me a Vida que é banal...
Um azar nunca vem só!...
E se um outro azar houver
É normal, é natural:
Seja a falência da firma,
Seja o que Deus quiser...
Um azar nunca vem só!

Mas sou um homem de sorte!
Estou vivo, choro e coro
Com todas as minhas forças...
E nem a madrasta Morte
Me bate à porta, faz tempo...
Para rir
Basta um sorriso
De quem me quer
Como sou...

Ah! Sim...
Eu sou um homem de sorte...
Tudo o resto são más línguas;
Coisas que o vento levou...

E se a tal, a minha Vida,
Comigo quiser viver,
A sorrir tem que aprender,
Que eu tenho mais que fazer
Que aturar os primos dela,
Esses Azares sem gosto,
Viciados no desgosto...

Sorriam, estou bem disposto,
Pois sou um homem de sorte,
Para quem sempre é Natal
Ou Páscoa ou Carnaval...
Sou um ser dos alegres
Que sorri até para o não!...

Os Azares de um homem de sorte
Valem pouco, nada são!...

Haragano, O Etéreo in Espelho De Água

27
Dez08

Obstáculos...

Gil Saraiva

Obstáculos...

"OBSTÁCULOS..."

No fumo de um cigarro
A forma breve
Do sorrir juvenil
Da minha filha,
Traduz de uma só vez
Minha saudade...
E um grito louco
Me sai da garganta
Sedenta de palavras de carinho!

Na falta do meu filho
Aumenta a dor...
Sempre que o frio me aperta
Aperta a alma...
Sinto o frio da saudade
E já carente
Penso não mais poder continuar...

Será destino meu
A solidão?...
Será castigo?
Já não posso mais!

Quero ganhar à vida
Para sempre...
Poder viver feliz
Assim que queira
Ou acabar num esgoto
De ribeira!...

Haragano, O Etéreo in  Espelho de Água

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