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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

O Fio...

O Fio...

"O FIO..."

Que o meu grito aos astros
Se oiça nos confins do firmamento...

E que o seu eco se espalhe
Pelo infinito mundo das mensagens...

Que eu seja entendido
Ao menos uma vez...

Minhas palavras
São lágrimas de limbos
Que para se entenderem
Têm de ser sentidas
Por quem, como eu,
Chora o deserto para que nele
Uma flor possa nascer...

Se eu choro lágrimas de vagabundo
É porque estou condenado
A procurar um fim prá solidão...

Porque a solidão
Tem saída neste labirinto...
Mas quantos encontram
O caminho certo?

Quantos conhecem
Haragano, O Etéreo,
Este ser que existe nas memórias
De quem com ele,
Um dia,
Foi feliz...

Vem amor, vem,
Juntos descobriremos o fio
Que nos conduz
À luz dos sentimentos,
Ao fim da sentença eterna
De vaguearmos perdidos pelos limbos...

Vem amor, vem,
Que o fio da vida
Pode a qualquer hora terminar...

Haragano, O Etéreo in Espelho de Água

Na Dor...

Na dor...

"NA DOR..."

Na dor
Nunca se encontra
O som de uma cascata,
Nunca se vê a cor do pôr-do-sol,
Nunca se sente a maresia do mar
Invadindo-nos o cérebro
Em ondas de frescura...

Na dor
O pano de fundo é negro
Como a noite em tempo de Lua nova,
As imagens são tremidas
Como foto tirada pelas mãos
De uma criança...
E a luz pouco mais é
Que raios cortando a escuridão
Por centésimos de segundo...

Na dor
Apenas algo não pára de brilhar
Por entre a neblina
E o pano negro:
O Amor!

Haragano, O Etéreo in Espelho de Água

Acho Que Morri...

Acho que Morri...

"ACHO QUE MORRI..."

Para que servem meus olhos
Se nao te vejo no horizonte...

Minhas mãos perderam-se
Pois não sinto a tua derme
Entre meus dedos...


E paladar pra quê?
Se o teu gosto perdi
Nos confins
De uma amazónica saudade...

Seria talvez melhor
Ter nascido surdo
Eu que não mais escutei
A doce melodia dessa tua voz...

De que me serve sentir
O odor das flores
Se já não cheiro mais
A infinita loucura
Do teu ser...

Acho que morri!
Mas se morri...
Como posso pensar
Ainda em ti...?

Haragano, O Etéreo in Espelho de Água

Meditando

Meditando

"MEDITANDO"

Brada o pincel, contra
A tela, irado
Pelo fervor frenético
Que a mão
(Veículo último
Da inspiração de um homem),
Lhe imprime
De forma apocalíptica...

Banhado de cor
Grita as imagens
Da mente,
Que gere seu movimento,
Na tela
Antes crua de sentir...

Escorrega
Entre materiais anacrónicos
Que pelo génio conjugados
São vassalos da dor,
Da euforia,
São sinónimos da mão
De um criador...

Grita,
Brada,
Mas não chora,
Medita apenas...

Haragano, O Etéreo in Espelho De Água

Labaredas

Labaredas
"LABAREDAS"

Um dia
Alguém me falou de amarras...

Amarras não são
Pra quem vagueia
Como eu
Perdido na ilusão
De sorrisos ocos,
Sem encontrar
O eco das palavras
Que teclo nesta tela...

Vagabundo
Estou condenado a ser
Até que alguém me liberte
Com um simples reflexo
Do sentir...

A liberdade trará,
Por certo,
A fresca alvorada
De um novo amanhecer
Ante meus olhos...

As vestes
Do vagabundo que sou,
Qual Haragano, O Etéreo,
Por fim,
Serão queimadas na fogueira
Dos novos sentidos,
Nas labaredas
De quem arde de amor...

Haragano, O Etéreo in Espelho de Água

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