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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

30
Jun11

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus – Ardo

Gil Saraiva

 

   XXVI

 

"ARDO"

 

A dor que dói assim qual fogo ardente,

Que nos consome em chamas mil, devora

A pouco e pouco a alma, e se demora

Nos consumindo o ser, o sermos gente...

 

A dor que dói assim me faz demente,

Qual tocha humana que arde a toda a hora...

E em labaredas choro meu ser agora,

Lágrimas inflamadas em torrente...

 

Eu choro a dor que dói, a dor profunda,

De te perder de mim, de ficar só,

Mas estas chamas fazem mais que dó,

 

Me tornam a existência vagabunda!

Qual tocha humana eu ardo sem momento,

Que a dor que dói assim não leva o vento...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

29
Jun11

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus – A Vida

Gil Saraiva

 

     XXV

 

“A VIDA…”

 

Por entre o vento e frio da terra agreste,

Por entre a chuva agora copiosa,

Vendo nuvens de forma volumosa

Vindas do cardinal de noroeste,

 

Vejo surgir o Sol no brilho infindo

Da figura que chega, mais formosa

Do que uma Primavera gloriosa,

Que pelo mês devia já ter vindo…

 

És tu que chegas perto, meu amor,

Com o Sol nos cabelos trazes luz,

Com um brilho dos olhos que seduz

 

Até a terra fria e sem calor…

Obrigando o Inverno à despedida,

Vem! Qual Verão tropical tu és a vida…

 

Haragano, o Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

28
Jun11

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus – Adeus Mãe

Gil Saraiva

 

        XXIV

 

"ADEUS MÃE"

 

São as chagas de Cristo em cada palma,

Flagelos mais de mil, aqui... além...

São lágrimas de fogo em noite calma,

Soluços que o meu peito não contém...

 

São farrapos dispersos da minha alma,

Recordações, saudades, sei lá bem!...

São como as roxas malhas de uma talma

Que parece sofrer por minha mãe...

 

São sombras de mistério... vago fumo...

Folhas seguindo o vento neste Outono!...

Folhas de quem vou eu seguir o rumo

 

Rolando pelo chão... Terminal sono!...

Mãe choro o teu sorriso, coisa pouca,

A falta dos teus braços, dessa boca...

 

Haragano, o Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

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