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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

Beijo de Alma

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12. Beijo de Alma, porque há beijos que nem precisam de ser dados para se sentirem bem na essência do nosso interior mais profundo, porque é algo que nos vem do âmago com a intensidade que adur a palavra amor consegue traduzir, com a força que apenas o verbo querer é capaz de transportar, com a certeza que unicamente a verdade sabe transmitir, com a ganância que só pode ser gerada pelo desejo genuíno, rico de sentir, efervescente no molde mas relaxado na execução. Beijo de alma porque poucos o sentem, mas menos ainda os recebem...

Beijo de Algodão Doce

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11. Beijo de Algodão Doce, mesmo daquele tipo nuvem que deixa tudo e todos muito besuntados, o melhor exemplo de um ato inocente, um dar e receber por carinho apenas, por mimo, sem esperar contrapartidas que não sejam as previamente implícitas na entrega. Este é o beijo que mais rapidamente nos transporta, com uma facilidade quase que instantânea, para a infância em os beijos eram todos assim, exceção feita aos que tínhamos que dar aquelas velhotas mazinhas que depois nos apertavam as bochechas e nos chamavam de bonitinhos com a mais distinta lata. Beijo de algodão doce, um beijo de alegria, de feira tradicional, de música no ar e muito gargalhada, por entre aquela nuvem lambuzada, apenas porque sabe tão bem…

Beijo de Alegria

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10. Beijo de Alegria, demonstrando claramente o que nos vai no âmago, o que, nesta circunstância, se trata de uma evidente ação de felicidade, de contentamento, seja pelo rever ou pelo encontro de alguém, seja pela mera satisfação do momento ou até pela celebração de uma qualquer efeméride que importa não esquecer pelas boas sensações que nos transmite. É um beijo entregue comummente com uma forte componente de carinho, de ternura ou de entusiasmo, quer este seja originado por uma situação de amizade ou por um instante de amor.

Beijo de Agradecimento

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9. Beijo de Agradecimento, simples como o reconhecimento evidente do qual ele é pagamento singelo, apenas com valor de simbolismo e gratidão que se pretende demonstrar inequivocamente a alguém que nos fez bem. Não importa o que se agradece. Seja favor, companhia, ajuda, socorro, apoio económico ou emocional, ou seja, lá o que for, sentimo-nos favorecidos no auxílio desinteressado de quem nos deu a mão. Beijo de Agradecimento dá-se por merecimento, recebe-se por altruísmo.

 

Beijo de Agora

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8. Beijo Agora, podia ter sido ontem, ou poderá ser amanhã, afinal o que importa é que o beijo exista, cumpra a sua função e, sempre que for possível, dele se guarde uma boa recordação; porém, normalmente, os beijos são de um momento e não podem ser dados retroativamente nem mesmo preparados para um qualquer depois, porque beijar é coisa de instante, é como vela acesa que apagada existe até que o curto pavio seja ateado no próprio ato; só nessa altura, nesse segundo, podemos avaliar-lhe a luz, a intensidade, o desejo, a paixão ou o amor que nos revela. É a altura certa para se poder dizer bem alto beijo agora ou nunca…

Beijo de Afinismo

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7. Beijo de Afinismo, que, como o de amor, é procurado igualmente pelos dois intervenientes, é o beijo das almas gémeas, raras de encontrar, mas perfeito na entrega, inqualificável na intensidade, indescritível nas sensações provocadas, impossível de imitar por quem não sente a afinidade, a atração, o magnetismo proveniente da total harmonia entre dois seres, humanos na forma, nos atos, na aparência, transcendentes na cumplicidade, na partilha, na escolha de um caminho único porque outra maneira não existe de ambos poderem sobreviver. Beijo afinista, entregue de peito aberto, recebido de mão estendida.

 

Beijo Afinfado

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6. Beijo Afinfado ou beijo de ação, aquele que se dá com genuinidade sã, porque se quer dar, com a determinação esclarecida e sentida de quem, tal como acontece desde tempos imemoriais entre os humanos, pretende deixar vincada a saudade sentida, a alegria de um reencontro, o prazer da companhia gerada pelo destinatário ou destinatária, ou seja, um beijo puro, bonito, alegre, mesmo feliz, que quase roça os que se dão nos contos de fadas mas que, ao mesmo tempo, não deixa de ser absolutamente real, determinado, desejado e pleno.

Beijo de Afeto

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5. Beijo de Afeto, simples, sem fingimentos poéticos, mas cheio de poesia porque pleno de sentimento, porque ao ser dado, transmitido, revela o carinho de alguém por mais alguém, vontade de partilha de um bem-estar, conforto e confraternização entre semelhantes que se apoiam ou pretendem amparar mutuamente porque conjugam valores, emoções, sentidos ou ideias que os ligam de alguma forma, representando o beijo a assinatura pele na pele da mais transparente verdade ou sensação porque, afinal, afeto é a palavra pioneira da solidariedade, da amizade e do amor.

Beijo Adocicado

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4. Beijo Adocicado, aromático como o caramelo, suave como um merengue, sensorial como o chocolate, feliz como um sorriso feito a dois, sedoso no olhar e acetinado em cada murmúrio escutado por ambos e solto por qualquer um de nós, soberbo na textura das dermes que se envolvem, deslumbrante a cada fechar de olhos húmidos de alegria, qual orvalho em jardim tropical, inexplicável apenas porque nem tudo tem de ter uma razão lógica ou evidente para ser especial, simples como a primeira vez, mas sempre pleno porque não se compreende outro modo de beijar...

Beijo de Acontecer

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3. Beijo de Acontecer, primeiro conhecemos alguém, conversamos e, com sorte e alguma empatia, descobrimos pontos de interesse em comum. Desde o início beijos são trocados, mas dados para o ar pois são as faces que se tocam. A certa altura um riso comum invade o espaço de ambos e sente-se o brilho nos olhares. As cenas repetem-se, sempre diferentes, mas os olhos já não vêm o mesmo e um tique miudinho invade o sistema nervoso, pairam cheiros no espaço envolvente, damos pela presença um do outro quase que instintivamente, o palato saliva de ansiedade, e um dia, sob uma luz que parece criada para aquele instante, mas que noutra altura qualquer pareceria banal, o beijo sucede, a temperatura sobe, e as feromonas fazem-nos descobrir o acontecer, de repente o tempo voa e a vida é bela.

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