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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Beijo de Caranguejo

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64. Beijo de Caranguejo, o mais cativante de todos os beijos do Zodíaco e tudo porque não há imitações para este nativo estival. Por definição o Câncer é acolhedor, compreensivo e lutador sempre que o afeto está em jogo ou sempre que alguém se torna um objetivo. Assim são também os seus beijos, afáveis, complacentes, combativos e carinhosos, contudo absolutamente focados e dirigidos num único sentido, numa só via. Nunca servirá qualquer um, apenas aquele alguém específico e não outro qualquer. Quando alcançado o beijo torna-se íntimo, molhado, irrecusável e familiar. Beijo de Caranguejo, um beijo de laços, de união, lento e meigo, privado e exclusivo, onde se declara em palavras ou atos o carinho ou o amor, por isso deveras fascinante, atraente e muito sedutor, sempre na senda do mais puro romantismo.

Beijo Caramelizado

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63. Beijo Caramelizado de veludo na seda de uma derme menina, tornada dama pelo cultivo doce de um encadeamento guloso. Beijo transformado em ato de intensa cumplicidade na superfície da pele macia, perfumada, onde os sentidos se perdem voluntariamente deitando fora mapas, GPS, bússola, sextante ou outro qualquer aparelho de localização mais sofisticado. Tudo por um momento a dois que se quer singular na forma e plural nas réplicas. Uma sequência produzida na senda ávida da criação de eventos únicos que se reproduzem espontaneamente graças ao prazer que originam. Beijo caramelizado porque nada é tão doce como o beijo certo.

Beijo de Capricórnio

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62. Beijo de Capricórnio, muito evolutivo, mas apenas possível com certeza do que espera o capricorniano em seguida. A questão é que a necessidade de vitória neste signo supera qualquer outra coisa. Se há algo que não aparece num beijo do nativo de Capricórnio é o risco, sendo fundamental para ele a existência da máxima segurança. Este beijo é no início hesitante, tímido e discreto, principalmente nos primeiros ósculos trocados com alguém, mas, com o passar do tempo, torna-se calmo e com capacidade de esperar pela garantia desejada, sem impaciência. Beijo de Capricórnio, cresce a cada experiência, em progresso a cada prestação, sempre melhor, conseguindo atingir níveis picantes, até uma dada altura, impensáveis. Contudo constantemente reservado e evitando entregas em lugares públicos. Este é um beijo que, começado normalmente quase seco, termina em ritmos vivos de autêntica sensualidade, de preferência na privacidade de uma alcova.

Beijo Cantado

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61. Beijo Cantado por uma filomela, em noite de lua cheia, plena de luar, levado pela oressa harmoniosa dos ventos do verão, que se aproxima deste hemisfério, a galope num haragano, imponente no porte e orgulhoso na figura, para repousar por fim, qual chegada a casa, nessa face feminina e sorridente. Vibrante no timbre, fazendo-se escutar nos espaços circundantes como se de uma ária de amor se tratasse realmente. Beijo cantado, com garra, com alento e solidez, com melopeia e intensidade. Este é um beijo que se entoa pela humanidade, que ecoa pelo cosmos, que retine pelo universo, como um cântico que se quer doce mas enérgico, meigo mas excitante e principalmente vivido a dois com uma matriz absolutamente intencional que nos leva à serenata, na janela da alma, anexa ao coração.

Beijo Cândido

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60. Beijo Cândido pela delicadeza e forma como é cedido. Entregue com o empenho de o oferecer a quem se quer bem, sem com isso pedir seja o que for em permuta. Oferecido com a ternura que transmite ao ser deposto numa suave e recetiva face. Isento de qualquer compensação, pela simplicidade com que, por fim, chega ao destino. Beijo sem intenções, principalmente as segundas, sem falsidades, sem arrogâncias, sem malícias, sem artimanhas e sem libertinagem. Beijo cândido que se entrega porque se quer, que se recebe porque se deseja. Ele é incomparável, natural e tem a energia absoluta daquilo que é vivido a dois, seja amizade, carinho, simpatia ou, porque não, amor...

Beijo Calmo

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59. Beijo Calmo, lenifico e sereno na troca de olhares entre quem beija e quem recebe, coopera e se deleita. Depois… bem, depois vem o toque quase que casual das mãos, um contacto que assenta no pulsar das paixões e das sensações. Uma proximidade que sente a existência dos corações por debaixo das vestes do tempo, entre a derme e a lava excitada de cada um dos corpos. Depois, ahhhhhhh, depois a troca de sorrisos como se ambos fossem rouxinóis já feitos companheiros cantando noite adentro. Por fim, no apogeu crescente deste acontecer, os lábios estão prontos para se fundirem felizes na serenidade matutina de um ameno despertar de verão, na perfeita singularidade exclusiva de um beijo, que se degusta lentamente no palato íntimo dos egos que transmutam, com talhe ímpar, sentidos em sentimentos.

Beijo de Caça

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58. Beijo de Caça, aquele que se inventa quer na selva urbana do quotidiano quer na ruralidade livre e genuína do campo ou dos bosques de um interior misterioso, envolvente e cativante. É, por definição, um beijo predador, longe da anuência romântica dos beijos palacianos. A vítima, qual corça intimidada pela presença viril do caçador, não experimenta o medo normal das presas da caça real, mas sente o frenesim do estomago como se estivesse para abdicar da pureza singela dos seus lábios. Beijo de caça, másculo na transmissão, firme na toma, apaixonado e sensitivo no ato, envolvente na entrega mútua e misteriosamente perigoso pelas circunstâncias apimentadas de adrenalina rubra no hipnótico ambiente em que "consentidamente" se partilha.

Beijo de Bruma

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57. Beijo de Bruma… imagine um fim de tarde onde o crepúsculo se anuncia pelo mais romântico pôr-do-Sol de que alguma vez houve memória. Imagine também que tudo se passa à beira-mar, num dia quente e húmido, onde o azul da água contrasta com o branco macio do areal e o laranja de um astro em retirada. Imagine a falésia por detrás envolta no entardecer a ser coberta por uma nuvem de algodão que se apressa na brisa por chegar ao mar. Imagine-se menina de cabelos ao vento recebendo o beijo que nem amnésia poderá fazer esquecer, é esse o beijo que se descreve aqui… Um beijo de bruma.

Beijo Brando

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56. Beijo Brando, com tendência para aquecer, não em lume, mas pele na pele, caramelizado de doçuras tornadas carinhos. Começa com uma farinha de ternura para dar consistência e sensualidade, mais um toque de lima saído do nervoso miudinho misturado a rigor no pote da boa disposição, para não enjoar. Depois… bem, depois um cheirinho a menta intelectual como forma de evitar um possível hálito menos aprazível e, finalmente, bem no topo tudo polvilhado com o açúcar de um sorriso bom. Um alegre rasgar de lábios devidamente cozinhado e levado ao fogo lento do calor humano e nas devidas proporções, para assim poder oferecer a ambos um manjar chamado beijo, classificado nas iguarias da lembrança serena dos seres, que se cruzam na vida e que jamais esquecem.

 

Beijo Borboleta

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55. Beijo Borboleta, dado quase de fugida, num curto espaço de tempo, mas intenso, forte, maravilhosamente ilustrador de emoções e partilha de almas. Sublime na aparência, nobre nas intenções, adulto na forma, exemplar na harmonia e na naturalidade como se entrega, mas, para além disso, espontâneo, completamente independente de obrigações, status, e outros "ões" com que normalmente nos regemos em sociedade. Cintilante pelo vibrar das pálpebras em movimentos cíclicos, nos rostos unidos de tão próximos, trocando olhares por entre a oscilação ritmada das pestanas quais asas de borboletas esvoaçando rumo à felicidade. Livre porque partilhado por vontade das partes na fusão do todo, e tão belo e perfeito como a borboleta, mas, como ela, com uma vida curta, porque os momentos de perfeição sempre nos parecem breves, pequenos, mas deliciosos.

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