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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Beijo Impossível

impossível - 183.jpg183. Beijo Impossível, irrealizável, pensaria quem o ouvisse pronunciar. Utópico, diriam aqueles que, uma vez questionados sobre o tema, sobre ele opinassem sem muito refletir. Quimérico, avançariam os esotéricos e os mitológicos em uníssono convictos do seu saber ancestral inabalável. Falso, pronunciariam matemáticos, físicos, sábios e cientistas. Absurdo arrolariam artistas, poetas e cantores na sua certeza metafísica e visão criativa. Porém, a humanidade já provou que o impossível apenas demora mais tempo, acontecendo, à vez, a cada instante. Fomos à Lua, dividimos o átomo, inventamos a democracia, impossíveis feitos reais apenas graças ao movimento constante dos ponteiros de um relógio. Beijo impossível, mas somente até à hora em que, sem explicações, acontece.

Beijo Incrível

incrível - 182.jpg182. Beijo Incrível, normalmente apelidado assim pelo fator surpresa que apresenta. Podendo ser entregue de diferentes formas, apreciado nas mais inesperadas circunstâncias, ele existe porque quem o recebe não estava à espera do que acaba por vivenciar. É um beijo de efeitos secundários, de consequências positivas para os intervenientes. Realiza-se pela reação maravilhada do recetor perante o sorriso tímido do dador. Beijo incrível, sempre surpreendente, sempre transcendente, absolutamente convincente.

Beijo Imerso

imerso - 181.jpg181. Beijo Imerso em ambos, rodeado por um granizado invernal, que o outono caminha a passos largos em direção à porta de saída. Depois lava-nos os corpos e as almas, com semanas de copiosa chuva destinada a tirar de nossas vidas qualquer mácula, mancha ou mero borrão, que, por qualquer motivo, a nós se tenha agregado inadvertidamente durante o estio. Afinal este é um beijo imerso, um daqueles que se entranha na pele, no ser e no existir, que funde essências, extermina carências e desenvolve relações entre dois seres capazes de tudo para fazer chegar a bom porto um rasgo usado de felicidade que não precisa de riqueza ou de poder, mas apenas de camaradagem, compreensão e cumplicidade.

Beijo Imaterial

imaterial - 180.jpg180. Beijo Imaterial, porque um beijo não é apenas uma boca ou mesmo duas, nem são lábios ou línguas por si só. Ele é feito de matéria etérea na transição entre seres, fluído na entrega, sólido nas intenções de envio, como se as moléculas de cada um se encontrassem unidas por potentes forças de atração, mais fortes do que aquele que dá, mais fortes do que quem recebe. Este é um beijar com uma força de fusão envolta num estado frenético de pressão e temperatura que não se explica por fórmula química, ou pelas partes que o constituem. Este beijar é um passeio das almas, em dia feriado, na baixa dos corações.

Beijo Imaginário

imaginário - 179.jpg179. Beijo Imaginário, dado como se a menina tivesse 16 anos e ele 18. Partilha-se com o arrepio único da descoberta das sensações plenas, acompanhado pelo bater frenético dos corações em lavas de sensualidade, novidade, descoberta e prazer julgado supremo porque primeiro, julgado apogeu porque, ainda há pouco tempo, a vida nos acordara para ela. Beijo feito suprassumo na fusão dos lábios, ao som romântico das músicas de outrora, sob a luz de velas, criando sombras dançantes nas paredes eróticas do desvendar dos sentidos e dos sentimentos… enfim, um beijo imaginário.

Beijo Ilustre

178 - ilustre.jpg178. Beijo Ilustre, porque notável, e sempre entregue com classe, com um estilo inconfundível de uma nobreza ímpar na forma e no feitio da sua efetiva concretização. Não é fingido ou artificial como um beijo de Hollywood, mas tem a majestosidade de um beijo do grande ecrã. Acontece mais a miúde entre elementos das classes mais elevadas de uma sociedade, mas pode ser descoberto no mais humilde pardieiro do planeta. Apenas tem de acontecer com a dignidade do ato, em lugar público e mexer com as almas que, à distância, o observam e não lhe esquecem a intensidade e o brilho.

Beijo Iluminado

177 - iluminado.jpg177. Beijo Iluminado, antes do mais é, sem margem para dúvidas, um beijo de felicidade, de alegria, de jubilo. Normalmente criado por causa de uma celebração, seja esta a fundação de uma nova amizade, seja a comemoração de um namoro ou um noivado, seja ainda o regresso de alguém a quem queremos bem, familiar ou não importam mais os laços emocionais, de ligação e de regresso ao contacto. Beijo iluminado, elaborado pelo sorrir, entregue por contentamento, oferecido por prazer, dado ao Sol, longe da bruma, repleto de luz.

Comunicado Para Os Meus Amigos

02.JPG

COMUNICADO PARA OS MEUS AMIGOS

Olá a todos aqueles que se habituaram a ter acesso aos meus blogs, que tenho dado a conhecer através do Facebook. Estou a falar, nomeadamente: 1) Do blog de poesia: estro (https://estro.blogs.sapo.pt), a completar, este mês, os primeiros 6 meses de poesia diária, onde tenho divulgado os meus livros de poesia; 2) Do blog cultural, social e político: plectro – Desabafos de um Vagabundo (https://plectro.blogs.sapo.pt), atualmente a dar a conhecer os 435 que fizeram parte do meu livro de ensaio social e jornalístico “O Colecionador de Beijos”; 3) Do blog de humor e cartoons: gilcartoon (https://gilcartoon.blogs.sapo.pt), onde, para além dos meus cartoons da Miga, a Formiga, tenho divulgado alguns cartoons do fabuloso cartoonista Henrique Monteiro, denominados henricartoon; 4) Do blog de crónicas políticas, sociais, desportivas e culturais: alegadamente (https://alegadamente.blogs.sapo.pt) onde publico diariamente as minhas crónicas, sob o título Carta à Berta, uma opinião sobre o mundo que me rodeia e que amanhã fará 6 meses de edição contínua.

Neste momento encontro-me em casa a recuperar de um tratamento que requereu hospitalização devido a umas pedras que, indevidamente, me apareceram na vesícula. Por causa do meu presente estado de saúde e enquanto não for operado, existirão muitos dias em que as publicações não sairão, nem serão publicadas nos respetivos dias em que o deveriam ser. Contudo, logo que possível, todos os blogs serão atualizados ao dia.

A todos o meu muito obrigado pelo apoio que, tão gentilmente, me têm dado e pela compreensão demonstrada ao longo destes últimos 26 dias. Sempre ao vosso dispor e com o maior dos carinhos, me despeço agradecido,

Gil Saraiva

 

Beijo Igual

176 - igual.jpg176. Beijo Igual, ou seja, em primeira análise, um beijo que se deseja repetir. Ninguém anseia por um beijo idêntico a outro de que não gostou ou de um outro que não teve direito a registo gravado nos anais da nossa memória sensitiva e sensorial. Queremos um beijo estupidamente igual simplesmente porque ele foi divergente e por isso mesmo nos marcou. Sem sabermos bem como ele conseguiu produzir recordações, emoções e saudades como nenhum outro. Beijo igual porque, mais do que qualquer outro, foi diferente.

Beijo Ideal

175 - ideal.jpg175. Beijo Ideal, podemos conhecê-lo através de compêndios sem fim. Descrito por académicos, sexólogos, filósofos, escritores e poetas em todo o mundo, desde o início dos tempos até aos nossos dias. Aliás, este beijo é a pedra filosofal da nobre arte de beijar, porém, e embora existam mil e uma maneira de o descrever, ele é o mais camaleónico de todos os beijos. Se quisermos usar de total sinceridade, este não é um beijo que se traduza numa só descrição sumária, nada disso. Beijo ideal, inventado a cada instante pelos intervenientes que, quando o partilham, o sentem como o tal. Pode existir em diversas circunstâncias, mas nunca sabe a pouco.

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