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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

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Poesia: Livro - Baladas de Embalar

Balada dos Montes Quentes
.
.
À noite sonhei contigo,
Sonhei um sonho de amor,
Vi em teu peito um abrigo,
Nele sequei meu fulgor...
.
Senti a pele macia,
Sob a dureza dos cumes,
Senti que todo eu ardia
Num epicentro de lumes...
.
Passei a língua molhada
Sobre essa derme aquecida,
Esqueci de tudo, de nada,
E renasci para a vida...
.
À noite sonhei contigo,
Sonhei um sonho de amor,
Vi em teu peito um abrigo,
Nele sequei meu fulgor...
.
Trinquei de leve, com jeito,
A carne fofa, encantada,
E essa trinca em teu peito
Deixou-me a calça molhada...
.
Logo envolvi os meus lábios,
A doce alvura cercando,
Beijos que, não sendo sábios,
Lá aprenderam amando...
.
À noite sonhei contigo,
Sonhei um sonho de amor,
Vi em teu peito um abrigo,
Nele sequei meu fulgor...
.
Suguei-te doido, perdido,
Mamei sem sede de leite,
De novo fui atrevido,
Senti nas calças o azeite...
.
Fervia já, todo eu,
Nessas montanhas montado,
Tocando no que era teu
E me sentindo tocado...
.
À noite sonhei contigo,
Sonhei um sonho de amor,
Vi em teu peito um abrigo,
Nele sequei meu fulgor...
.
E as minhas mãos deslizaram,
Sobre os pecados mortais,
E, essa carne apertaram,
Entre os meus e os teus ais...
.
E já a roupa tiravas,
Nesse sonho que sonhei,
Logo quando te entregavas,
Por azar, eu acordei...
.
À noite sonhei contigo,
Sonhei um sonho de amor,
Vi em teu peito um abrigo,
Nele sequei meu fulgor...
.
E os seios, de almofada,
Eram só penas de pato,
Na fronha que, enfeitiçada,
Quase conseguiu um acto...
.
Simples pano de algodão,
De um palácio fez cabana,
Mente quem diz, sem razão,
Que o algodão não engana...
.
.

Haragano, O Etéreo in Baladas de Embalar

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