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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

28
Out08

Possa Ser Eu... 28/10

Gil Saraiva

Possa Ser Eu...

 "POSSA SER EU!"

Meu amor...
No espaço diminuto do meu cérebro
Não consigo enclausurar o amor que sinto...
É vasto demais, é denso, é forte,
E nem zipado cabe entre neurónios...

Poderia eu arquivá-lo nessa rede,
Aquela a que chamamos de Internet,
Em servidores sem fim...
Gigabytes e gigabytes de sentir...
Mas é pequena a Net, é curta, é vã...

Ah, mas então...
Só dessa forma se tornaria a rede
Um sentimento só, somente e apenas...
Mas tanto ficaria por expressar,
Pois está por inventar o chip ou a memória
Que possa processar o verbo amar
Com a dimensão e a dignidade
Que este deve possuir...

Porém...
Um processo existe, um meio, uma forma,
De saberes, ó meu amor, o quanto te amo...
Há um condensador do meu sentir
Que podes ler sem erro, bug
Ou virus que o afecte...:

O brilho dos meus olhos quando a retina
Capta a tua imagem e a retém
Lá prós lados desse órgão interno
A que teimamos dar por nome:
Coração!...

O fenómeno pode não ser sensível
À ânsia da descoberta do sentir
Através de quaisquer materiais...
Ah... Mas se amares...
Vais poder ler o brilho oculto
Aos olhos de um outro qualquer alguém
E, meu amor, que esse alguém
Possa ser eu!

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

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