Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

31
Out 08

 

Toca-me

"TOCA-ME..."

Quando aquela mão
Se estende decidida e sensual,
Num caminho seguro,
Até tocar suave
Um membro adormecido,
Despertamos nós...

Desperta o príncipe
Com coaxares de sapo,
Porque a magia
Se fez vida
E gozo último...

Quantos de nós, homens,
Antropófagos do sentir,
Não atingimos o céu
Antes do tempo
E tudo por um toque apenas?
Ahhhhhh...
Isto é vida!

Nada se compara
Ao arrepio da derme
Perante um deslizar
De dedos ao acaso.

Nada é mais intenso
Do que sentirmos a mão,
A nossa mão,
Navegar serena,
Pela derme de outro alguém,
Procurando o calor ameno
De um Trópico de  Câncer
Ou Capricórnio...
Pra mergulhar ardente
Num vulcão de amor
E nos fazer arder
Sem febre alguma
Que não aquela
A que chamamos de paixão...

Partir do que é geral
Para o mais específico,
Intimo, privado e particular...
Sentir a preocupação das formas,
Das cores, do brilho,
Do estado hipnótico de um toque,
Em impressões tácteis
De impensáveis sensações
De loucura frenética e absoluta...

Depois...
Procurar uma ordenação táctil
Dos elementos do percurso
E projectá-los em cenas
De luxuria conseguida e integral...
Por fim...
Gritar em êxtase:
Toca-me de novo meu amor!!!

A Mulher,
Mais do que ser humano,
É arte viva,
Sente
Como nenhum outro espécime
À face do planeta...
E faz sentir...
Chegamos ao infinito
Num só toque...
E de lá voltamos para podermos,
Também nós,
Tocar e atingir assim
O despertar de uma aurora
Que nasce pura de êxtase
E plena de prazer!...

A Mulher
Faz uivar bem lá no fundo
Aquele ser esquecido,
De ser gente,
De ler vida,
De ter voz...
E provoca do intimo
A alma ansiosa de sentir,
Perdida de sentido,
De momento,
Já faz muito e muito tempo,
Para gritar, por fim,
Em pleno êxtase:
Toca-me de novo meu amor!!!

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

publicado por plectro às 02:49
Palavras Chave:

2 comentários:
A poesia continua a ser o seu expoente máximo. Continue
Mário a 31 de Outubro de 2008 às 11:15

Faz tempo, muito tempo e muito tempo!
...Os corpos ainda conservam o sentir de um toque ávido de dar e receber, prazer...!
Jaziam lado a lado, em silêncio, absorvidos no seus mundos enquanto fumo de um cigarro que se ia espraiando por entre as sombras!
Adormeciam os guerreiros na noite embaciada pela humidade que descia sobre a Terra!
*s
Metrópolis a 1 de Novembro de 2008 às 03:36

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