Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

18
Out 08


Adormecer
"ADORMECER..."

Quero ver o brilho de teus olhos
Reflectir o gozo do teu ventre...
Quero...
Porque tu,
Fronteira marginal de meu prazer,
Fonte viciada onde me banho,
És rochedo que se ergue
Junto à praia,
És terramoto,
Epicentro de mim e tudo o mais...

Quero ser a maré
Que sobe à tua volta
E que volta a descer...
Suavemente
Ou com a fúria das vagas,
Que na Adraga,
Moldam a seu belo prazer
A dura rocha....

Quero poder provar o sal
Das tuas ondas;
Escondendo-me à força e,
À vontade,
Explodir dentro de ti
Nascente natural do meu querer,
Fonte viciada onde me venho
Pra regressar, um dia,
Não sei quando...!

E quero poder olhar para o mundo
Sem o ver;
Sentir a multidão
Sem a sentir;
Falar com a vida
Sem falar;
Pois sei que apenas quero ter
A tua companhia e saber ir
Para onde contigo
Possa estar...

Quero ainda
Que os nossos pensamentos
Se envolvam
Conforme os movimentos!...

Eu quero tudo amor
E tudo é pouco,
Porque o tudo é nada
Sem te ter...

Mas o que é tudo?
(Por um momento o espaço
Fica mudo
Para em seguida,
A minha voz, dizer...):

É o rever teu rosto de mar
A cada amanhecer
E já, indo alta a noite,
Voltar a vê-lo adormecer...

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

publicado por Gil Saraiva às 00:43
Palavras Chave: ,

4 comentários:
Isso não é sono a mais? ehehehehhe

Parabens, está lindissimo...
g.s. a 18 de Outubro de 2008 às 01:19

Adorei o poema. Está lindíssimo! só mesmo quem tem alma de artista escreve assim.....
Quero poder comentar muitos outros!!!!!!
Haja alguém que faz as minhas delícias.... oferecer poesia desta maneira.
Parabéns!
Fico à espera de mais.
Pessoa que escolheu o anónimato a 18 de Outubro de 2008 às 02:00

Bonito poema. Gosto muito de dormir e de acordar também!.
maria a 18 de Outubro de 2008 às 15:24

Feliz daquele que, no fim de cada dia, pode dizer: fiz hoje uma obra útil, consolei, esclareci e trabalhei por tornar melhores meus semelhantes, cumpri meu dever.

Dedico ao poeta Haragano
Fernanda
Pessoa que escolheu o anónimato a 18 de Outubro de 2008 às 22:44

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