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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

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Registos da Memória - Brasil - Nordeste - III - O Dragão da Ponta do Madeiro

Brasil Nordeste 03.JPG

(Brasil - Nordeste – III – Ponta do Madeiro - Foto de autor, direitos reservados)   

Registos da Memória

III

Brasil – Nordeste

O Dragão da Ponta do Madeiro

 

Descendo de Tibau Sul a caminho de Pipa, situa-se, junto à costa o Hotel Ponta do Madeiro, que herdou o nome ao seu local de instalação. Descendo a escarpa, pelas escadas que parecem conduzir à eternidade, uma praia imensa chama por quem por ali passa, faz uma enorme baia, como que apontando o caminho para o Santuário Ecológico de Pipa mais ao fundo, onde as tartarugas sabem que estão em paz, quando sobem pela praia para desovar, quase parecendo ter o conhecimento concreto de que os seus ovos ficam protegidos de predadores animais ou humanos. Aliás, também é proibido apanhar tartarugas em toda a baía, bem como golfinhos que por ali nadam livremente, sem a preocupação de terem de fugir do bicho homem.

Da Ponta do Madeiro, não sei porquê, é sempre fácil ver nuvens carregadas na baía, porém, todas elas se mantêm à distância, embelezando a paisagem, sem nunca se aproximarem do local. Vejo-as muitas vezes sobre a zona que penso ser a do santuário, ganhando formas de animais difusos e gigantescos que parecem querer proteger toda a reserva. Um dia contornei uma dessas nuvens numa fotografia que tirei. Parecia-me um dragão nos céus zelando pelos pequenos animais dispersos entre a terra e o mar, sejam saguis, tartarugas ou golfinhos.

Os 196 degraus da escada que desce a falésia da Ponta do Madeiro até à praia, com serviço de bar e alguns confortos muito humanos, para que se possa disfrutar a natureza, podem não ser os 250 da outra escada na praia do madeiro, que fica mais a sul, mas, se não fossem os patamares ao longo do regresso, em que se pode parar e desfrutar da paisagem, eram coisa para se fazer uma única vez. Assim, com as paragens, nem damos conta do quando se subiu. Para trás fica o meu dragão imaginário com a sua língua de fogo, por entre as nuvens, intimidando possíveis meliantes. Fiquei com pena de desenhar o meu lendário guardião numa fotografia tão deslumbrante, pelo que mantive uma cópia original. Quem olhar, estou certo que verá o meu dragão…

Gil Saraiva

Brasil Nordeste 03 b.JPG

(Brasil - Nordeste – III b – Ponta do Madeiro - Foto de autor, direitos reservados)   

 

 

 

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