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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

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Registos da Memória - Brasil - Nordeste - V - Ponta do Madeiro - A Praia

Brasil Nordeste 05.JPG

(Brasil - Nordeste – V – Ponta do Madeiro – A Praia - Foto de autor, direitos reservados)

Registos da Memória

V

Brasil – Nordeste

Ponta do Madeiro – A Praia

 

A Praia da Ponta do Madeiro tem um único acesso direto, uma escadaria, com patamares, que só se consegue aceder atravessando a propriedade do hotel com o mesmo nome, descendo os 196 degraus que acompanham a falésia, acedendo finalmente ao areal. Mais perto da água uma fila de guarda-sóis azuis marca a linha da maré que quando cheia se espuma a dois metros das espreguiçadeiras. Mais atrás ficam os chapéus de colmo, mais perto da arriba verdejante, de um verde carregado porque muito húmido e fértil. O bar fica logo ao lado, a metros da enorme escadaria.

Bem ao fundo é possível ver outro resort, que explora a Praia do Madeiro. O oceano, pintado a duas cores, banha a areia de um branco imaculado que se torna creme, a vários tons, pelo molhado das linhas da maré desenhadas no areal que acompanha toda a falésia entre praias. Das cores do oceano o branco predomina na margem, pelo quebrar de uma ondulação rasteira na areia da praia, quanto ao azul, predominam quatros tons cheios de significado e tingidos pela experiência dos séculos.

O mais escuro previne os banhistas da presença de rochas submersas ou de pequenos lençóis de algas por baixo da ondulação. O mais claro é sinal evidente de que o chão está perto e é possível ficar em pé na água. Os tons intermédios acusam profundidade onde no mais suave dos dois se nada, sem pé, com segurança e no outro fica um aviso de correntes firmes, que só devem ser frequentadas por nadadores entendidos na arte de bem nadar em toda a costa, porque este é um oceano amigo, que gosta de receber quem vem para se banhar nas suas águas, sem ambiguidades ou falsos avisos malandros que seriam incompreensíveis.

A areia da praia tem a finura de uma farinha consistente, que não chega ao pó, mas que ajuda os pés de quem passeia a se enterrarem facilmente, protegendo-os do calor da areia por vezes escaldante em demasia. Toda a natureza parece feita para prestar uma vassalagem hospitaleira a quem aqui chega, dando ao veraneante uma dimensão real do significado de plenitude. Brasil, Nordeste, Tibau Sul, Ponta do Madeiro, um resort digno de figurar nos mais prestigiados destinos do turismo mundial.

É um crime o que esta pandemia nos obriga a perder. O ser humano é um bicho social em movimento, quando confinado definha, murcha e perde-se com a ausência do sorriso dos rostos, por detrás de máscaras que nos roubam a felicidade e nos empurram para estados de medo, ansiedade e depressão. Que este filme de horrores, doença, desemprego, agonia e morte acabe logo. Deixo um beijo,

Gil Saraiva

 

 

 

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