Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

12
Fev20

Beijo de Empada

Gil Saraiva

106 - empada.jpg

107. Beijo de Empada, criado com mil mimos tépidos, que aos poucos, enquanto duram e se demoram, chegam, sem darem conta, ao enrubescer dos cinco sentidos e de todas as emoções, como se fosse possível a sua transformação numa "manduca" deliciosa feita em camadas. Primeiro os sentimentos, ascendendo que nem lava, vindos do interior da alma, constituindo o nível base de suporte de toda a fundação deste beijar, como que refogando numa combinação temperada as moléculas que despertarão hormonas e feromonas. Na camada seguinte os sentidos, numa ebulição indescritível na busca faminta do êxtase, como que servindo de acompanhamento, que nos permite apreciar o degustar, quais emanações da derme que por debaixo esconde, sem sucesso, a ânsia da carne apetitosa. Quase no cimo acomodam-se os instintos, fervendo na natureza primitiva da sua remota origem, trazendo à nossa memória os intuitos primitivos de procriação animal, onde o gozo se partilha sem que o raciocínio se preocupe com quaisquer consequências. Finalmente a cobertura desta empada feita beijo, qual massa tenra de carinhos, gestos e ternura, representando a roupagem moderna impressa pela civilização evolutiva de milénios educativos e refinados na busca da perfeição das coisas para que tudo neste beijo se gere sem saber como mas que se devore sabendo bem porquê.

16
Nov19

Beijo de Anil

Gil Saraiva

017 - anil.jpg18. Beijo de Anil em noite purpura, porque todos temos o nosso dia misterioso, gótico nos apetites, atrevido nas tentações, que foge do habitual espetro dos tons românticos, entre o rosa e o encarnado, para uma outra banda de desejos ocultos, escondidos no ego, aguardando a oportunidade para ganharem forma e cor, como se naquele momento fossemos personagens que arriscam entrar num novo horizonte, uma paisagem nunca antes devidamente explorada, completamente fora da habitual zona de conforto. Não sendo negro nem tétrico é um beijar que provoca arrepios, cria sensações estranhas no estômago e ânsia no coração.

05
Jun11

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus – A Condessa

Gil Saraiva

 

            I

 

"A CONDESSA"

 

 

A Condessa sorriu...ligeiramente...

Um sorriso sem cópias ou igual...

O seu brilhante olhar tem do cristal

O mesmo ardor e garra permanente,

 

Aquele fulgor que nos desperta a mente,

Numa ânsia de sonhos e real...

A Condessa sorriu... tão natural,

Mas ao sorrir assim, candidamente,

 

Explodir fez, de vez, as emoções,

Mil melodias, odes, versos, hinos,

Lindas canções de amor e mais refrões,

 

Coros vindos do céu dobrando sinos...

Condessa que sorris... tão sorridente...

Sorri pra mim... assim... sorri somente...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)