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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

09
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Navegar

Gil Saraiva

 

"NAVEGAR"

 

 

Na frescura da derme acetinada

Se reflectem odores de sangue quente...

Reveste-lhe esse corpo a alma ardente,

Que no brilho do olhar se vê espelhada...

 

Génese de uma vida, de uma estrada,

Que apenas é trilhada por quem sente

O ser selvagem, por detrás da mente,

Que no sorrir parece tudo e nada...

 

É morno o toque, doce o paladar,

Fervente o cerne, corpo já sem mágoa,

Que parece nesta hora ir navegar

 

Em taças de luar, em rios de água,

Onde apenas navega uma certeza:

A chama que o amor mantém acesa!...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)

08
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Pena Infinita

Gil Saraiva

 

 

“PENA INFINITA”

 

Que mais posso dizer sobre este amor?

Adjectivar o quê que falte ainda?

A poesia eu já darei por finda

Ou falta-me algo mais para compor?

 

Falar talvez da alma e em louvor

De como em mim ela é sempre bem-vinda,

Gritar pelos pulmões que é bela e linda,

Ou dar palestras nobres do fulgor

 

Com que sou eu amado, em cada dia,

Talvez dizer em verso que é divina,

Quanto tem de selvagem e menina,

 

Como sem ela morre a poesia…

Não! Porque enquanto a amar minha alma grita

Que a tinta desta pena é infinita!

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)