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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

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Beijo Fadista

129 - fadista.jpg

130. Beijo Fadista ou de Fado, dado meio ao desafio, mas impregnado de saudade e de sentimentos que ocultam os sentidos que, no entanto, à flor da pele, parecem querer gritar ao mundo a satisfação concretizada pelo toque das bocas. Beijo cantado de peito feito e voz ao alto e, ao mesmo tempo, sofrido pela dor da ausência que impede a tão ansiada fusão de emoções repletas pelo mistério de quem quer provar, sentir, saborear com os cinco sentidos em total alerta. Beijo entoado num fado que, por muito que seja chorado, possui um final que ainda está por escrever. Beijo fadista, num beijar destinado a cumprir os desígnios previamente traçados no livro da vida, num beijar à povo que sabe a suor, a lágrimas, a sangue, que sabe a destino, a força, a garra, que sabe paixão.

Beijo Cantado

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61. Beijo Cantado por uma filomela, em noite de lua cheia, plena de luar, levado pela oressa harmoniosa dos ventos do verão, que se aproxima deste hemisfério, a galope num haragano, imponente no porte e orgulhoso na figura, para repousar por fim, qual chegada a casa, nessa face feminina e sorridente. Vibrante no timbre, fazendo-se escutar nos espaços circundantes como se de uma ária de amor se tratasse realmente. Beijo cantado, com garra, com alento e solidez, com melopeia e intensidade. Este é um beijo que se entoa pela humanidade, que ecoa pelo cosmos, que retine pelo universo, como um cântico que se quer doce mas enérgico, meigo mas excitante e principalmente vivido a dois com uma matriz absolutamente intencional que nos leva à serenata, na janela da alma, anexa ao coração.

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