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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

06
Jun11

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus - Acorda

Gil Saraiva

 

 

       II

 

"ACORDA"

 

Para um amor sentir, estando ele ausente,

E olhar eu para quem não posso ver,

Para uns lábios beijar, sem deles saber,

E para estar contigo no presente,

 

Com muito amor, apaixonadamente,

Sem a tua presença eu poder ter:

Eu fecho os olhos... sinto-me mover...

E quando volto a olhar, na minha frente,

 

Reconheço essa imagem sempre bela,

As formas desse corpo em que me deito,

O sorriso da boca mais singela,

 

Os olhos desse belo tom, perfeito...

E... sinto-te alegre e me falando:

- Acorda, Amor, acorda, estás sonhando!...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

26
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Doce Pecado

Gil Saraiva

 

"DOCE PECADO"

 

 

Com a aurora chega o Sol Nascente,

Sobe no céu, com rumo já traçado,

Vem dando vida ao mundo iluminado

Pra se esconder depois lá pra Poente...

 

E parece cumprir, de forma crente,

Uma homenagem viva, devotado

A quem tem no olhar brilho encantado

E vive e mora mais a Ocidente...

 

Parece o Sol seguir-te ó estrela bela,

Tu que a Oeste moras, qual princesa,

De origem e de raça a beleza

 

Por quem o Astro Rei amor revela...

Pudesse eu ser o Sol apaixonado

Pra cometer em ti doce pecado!...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)

08
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Pena Infinita

Gil Saraiva

 

 

“PENA INFINITA”

 

Que mais posso dizer sobre este amor?

Adjectivar o quê que falte ainda?

A poesia eu já darei por finda

Ou falta-me algo mais para compor?

 

Falar talvez da alma e em louvor

De como em mim ela é sempre bem-vinda,

Gritar pelos pulmões que é bela e linda,

Ou dar palestras nobres do fulgor

 

Com que sou eu amado, em cada dia,

Talvez dizer em verso que é divina,

Quanto tem de selvagem e menina,

 

Como sem ela morre a poesia…

Não! Porque enquanto a amar minha alma grita

Que a tinta desta pena é infinita!

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)