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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Beijo Doce

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101. Beijo Doce como a cana-de-açúcar que nos oferece o milagre guloso desse pó que nos turva o olhar e nos invade alegremente as papilas gustativas. Salgado como a vaga da praia-mar que vem forte em direção à areia com a intenção última de a deixar húmida e sedenta de vida, mas por isso mesmo doce de novo. Terno como o brilho de um luar que chega do alto e nos transporta para paraísos de negro ou azul-escuro raiados da platina de uma Lua Cheia de encanto, romance e beleza. Feliz como um qualquer amanhecer de verdadeira primavera sob o cantar das aves que, pelo bater das asas, aplaudem esse beijo que parecendo néctar é simplesmente doce.

Beijo de Corte

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83. Beijo de Corte, poderia ser este um beijo de vénia, de charme ou à Luís XV, mas embora ele possa ter toda essa força incluída, aqui importa mais o sentido do próprio do fazer a corte, do engalanar-se de rodeios e insinuações para se valorizar. Tudo à volta tem de ser criado de modo a dar-lhe grandeza e interesse, beleza e carisma, desejo e subtileza. Afinal interessa que a dama escolhida se sinta atraída pelo ambiente, pelo cavalheiro e pelo próprio beijo de um modo tão irresistível que a corte se torne eficaz levando a donzela a sentir-se rainha, o cavalheiro a imaginar-se nobre e o beijo a tornar-se épico.

 

Beijo Ceroplástico

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70. Beijo Ceroplástico, ou seja, algo que merece ser imortalizado num modelo perfeito de cera tal como se fazia na antiga Grécia, na Roma imperial ou em Alexandria ou mesmo mais tarde nos tempos do Renascimento. Algo que pela sua perfeição anatómica, pela beleza inscrita num tal envolvimento necessita de uma preservação intemporal, de um registo quente, suave e macio como só a cera consegue transmitir. Um beijo assim tem de unir dois seres para além do simples momento do ato, tem que gravar nas mentes a sensualidade e a verdade das emoções mais puras e mais cristalinas porque mais perfeitas.

Beijo de Balança

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44. Beijo de Balança, porque a companhia gera o equilíbrio para este signo este é um que tem de ter paridade. Estamos no universo absoluto do dar e receber. Ele tudo faz para ser agradável e agradar, e o seu beijo é gentil, cúmplice e recíproco, a sua entrega leve, encantadora e amorosa na procura intensa de dar prazer a quem beija, não existe preguiça ou desleixo num beijo de um nativo de Balança. Aqui vive-se da afinidade e da empatia, da doçura e gentileza das palavras, da estabilidade e convivência. Se existisse um beijo mutualista seria este o protótipo sem a mínima dúvida ou hesitação. Beijo de Balança, produzido entre requinte e beleza, delicado, elegante e romântico, dependendo da orientação da outra parte são capazes do beijo mais fino e dócil ao mais excessivo e sexual.

Beijo de Arte

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34. Beijo de Arte, de obra de arte, desenvolvido criativamente para poder chegar ao destino no mais puro dos estados, sem maldade ou malícia, apenas como agradecimento, depositado na face, com toda a simpatia, como um presente a ser retribuído. Porque a arte é eterna ele perpetuar-se-á na memória de quem tem a sorte ou a vontade de, sendo diferente, fazer deste engenho o caminho de cada dia, quer pela delicadeza, pela simplicidade, pela educação, quer, enfim, pelo trato dado ao interlocutor. Um beijo com arte é muito mais do que um mero ósculo que se entrega e esquece, ele tem a beleza intrínseca das obras-primas, sendo simultaneamente belo na forma, inspirador na intensidade, arrebatador na alma, apaixonante no coração, puro na conceção, divino na imagem e perfeito na essência sentimental que se dissemina por cada um dos seres envolvidos.

Não há STRIP sem BODY

 

R Sousa Martins 5º D 1050-217 Lisboa - 213 556 872 / 21 35 420 39

 

Afinal há vida para além da Troika

 

       Lisboa merece...

 

      BODY erótic CLUB

 

É já hoje, dia 11 de Agosto, que o empresário Manuel Teixeira dá luz, som, cor e alegria a um novo espaço na noite de Lisboa.

 

A inauguração tem lugar esta quinta-feira entre as 22 horas e a 01 hora da manhã. O cocktail de apresentação conta com a presença de muitas caras conhecidas da nossa capital e algumas outras de outros pontos do país.

 

O BODY vai funcionar diariamente entre as 22 horas e as 04 horas da manhã com o requinte que só o mestre do Black Tie Club sabe imprimir aos seus espaços.

 

Quando lhe perguntamos se era apenas mais uma casa para enfeitar a noite alfacinha ficámos a saber que se trata do primeiro espaço nacional com pista central de strip dupla, ou seja, com dois varões para as bailarinas, balcão em volta da pista, três faixas pardas a vermelho luminoso no chão, efeitos de fumo e laser de fazer inveja a qualquer californiano.

 

Pedimos para ver o espaço e constatámos realmente que por fim Lisboa tem um Strip Clube, com um arranjo inicial de 12 bailarinas, de nível internacional.

 

O vermelho escuro e o preto dos estofos fazem-nos lembrar espaços onde não se olhou ao custo para fazer imperar o bom gosto. Fino, clássico, quase sensual. Uma delícia.

 

Com algum receio pedi a tabela de preços e fiquei de queixo caído. Barato é a palavra certa. A degustação tem uma média de preço por copo que ronda os 15 euros e, espante-se, um table dance privado fica-se pelas 35 unidades da escassa moeda.

 

Em conclusão fico com a certeza que em Lisboa, de agora em diante, não pode haver STRIP sem BODY.

 

Recomendo vivamente.

 

Gil Saraiva

 

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