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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

14
Dez19

Beijo Bandido

Gil Saraiva

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46. Beijo Bandido, sacado à margem da lei. Descaradamente roubado de uma derme suave numa berma de estrada, de surpresa, sem aviso prévio, sem qualquer consentimento, numa noite de primavera à luz da Lua Cheia sob um céu de estrelas e constelações que parecem conspirar neste ato marginal da mais brutal ternura, numa noite onde tudo se conjuga para levar de vencida esta saga clandestina sem sofá, rosas ou concordância. Beijo roubado, atrevido, perverso na atitude, sensual na toma, adorado pela vítima, aquele que para sempre aprisionou o ladrão.

15
Nov19

Beijo de Amor

Gil Saraiva

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17. Beijo de Amor, mais do que dádiva esta é uma ação de total cumplicidade entre os que se amam. Aqui se enquadra a rendição mútua, a entrega voluntária de cada um ao outro, a criação de um elo comum, exclusivo e sentido, porque emanado pelo sentimento mais nobre da dimensão humana. Trata-se de uma partilha onde se troca privacidade por companhia, efémero por permanente, curto por longo, num espaço temporal que se quer aceso e apaixonado por muitos e muitos anos na senda de um deleite que imprime melodia ao coração, harmonia à vida, sonho à eternidade…

 

13
Nov19

Beijo de Amanhecer

Gil Saraiva

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14. Beijo de Amanhecer, na saída da noite, das sombras, do escuro, na senda de um dia de luz, de cor, de vida, que, por isso mesmo, gera um beijar que nasce dos contrastes do quotidiano que se quer ativo, esperto e no espírito das alegrias de nos sentirmos bem na companhia de quem se quis ou desejou. É o beijar primeiro antes do reboliço ainda não iniciado, sabe a torradas quentes e a café de odores intensos, físicos e naturais, sente-se em crescendo ao som de músicas e palavras distantes saídas de um rádio que não se cansa de nos tentar fazer acordar para mais uma nova realidade em recomeço, e tem, todos os dias, o condão de nos lembrar porque vale bem a pena estar vivo neste perpétuo acontecer.