Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

07
Jun 11

 

    III

 

"AMAR"

 

Amar, amar e só amar alguém;

Amar, por toda a vida, eternamente;

Amar, quem só nos ama, loucamente,

Amar, como Florbela... usar também

 

Por mote um de seus versos, que diz bem:

"Eu quero amar, amar, perdidamente,"

No futuro, passado, no presente,

Amar como eu nunca amei ninguém...

 

Amar quem nesse amor se adora e ama,

Em chamas de alegria e de calor,

Amar, por quem meu corpo arde, chama;

 

Chama que arde e dura por amor...

Amar, amar, amar, essa ternura,

Essa mulher que sonho ser loucura...

 

Haragano, O Etéreo in Terra De Vénus

(Gil Saraiva)


26
Mai 11

 

       VI

 

 

"NAVEGAR"

 

 

Na frescura da derme acetinada

Se reflectem odores de sangue quente...

Reveste-lhe esse corpo a alma ardente,

Que no brilho do olhar se vê espelhada...

 

Génese de uma vida, de uma estrada,

Que apenas é trilhada por quem sente

O ser selvagem, por detrás da mente,

Que no sorriso parece tudo e nada...

 

É morno o toque, doce o paladar,

Fervente o cerne, corpo já sem mágoa,

Que parece nesta hora ir navegar

 

Em taças de luar, em rios d' água,

Onde apenas navega uma certeza:

A chama que o amor mantém acesa!...

 

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


20
Mai 11

 

        XII

 

 

“DESPEDIDA”

 

 

No Hotel Portaló o ser se reparte

Qual afago, festa ou cafuné,

De chalé em chalé

Cultura é baluarte

Que à natureza se mistura

Com engenho…

Quem chega,

Chega a um mundo à parte;

Quem parte

Não esquece o desempenho

De quem

O acolheu naquele hotel,

De quem

Lhe deu guarida,

Deu quartel,

Deu nova vida…

 

Portaló não é porta,

É como um véu,

Passar por ele só importa

Para quem quer ficar perto do céu…

Quem parte

Leva natura e arte

Quem chega

Tem saudades quando parte…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


24
Abr 11

 

"TIMIDEZ"

 

 

Vai ao anoitecer haver luar...

Das nuvens nós faremos fértil cama

E servirão cometas, cauda em chama,

Para lençóis tecermos com vagar...

 

Vai ao entardecer ferver o ar,

Na orvalhada terra cozer lama,

E vai a própria vida arder de fama

Ao sentir duas almas gémeas, par,

 

Prontas pra se fundirem num só grito...

Vai ao anoitecer tecer a Lua

Mantas de estrelas, capas de infinito,

 

Só pra cobrir a tua forma nua...

Vai o entardecer nascer cortês

Rendido ao teu sorriso e timidez!...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)


22
Abr 11

 

"ESTRELA"

 

 

Na noite hiper-estrelada procurei

Sob o brilho do Verão, à Lua Cheia,

A estrela mais brilhante da cadeia...

Mas desse cintilar todo encontrei

 

Apenas uns reflexos, mera grei,

Coisas pequenas como a Cassiopeia,

Sem alma, sem chama ou epopeia...

Na noite hiper-estrelada eu tentei

 

Achar o diamante mais perfeito,

Um tal que me aplacasse a agonia

Da saudade inflamada no meu peito...

 

Na noite hiper-estrelada fez-se dia,

Ao encontrar a Estrela, amor, enfim,

Brilhando nos teus olhos para mim!...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)


09
Abr 11

 

"NAVEGAR"

 

 

Na frescura da derme acetinada

Se reflectem odores de sangue quente...

Reveste-lhe esse corpo a alma ardente,

Que no brilho do olhar se vê espelhada...

 

Génese de uma vida, de uma estrada,

Que apenas é trilhada por quem sente

O ser selvagem, por detrás da mente,

Que no sorrir parece tudo e nada...

 

É morno o toque, doce o paladar,

Fervente o cerne, corpo já sem mágoa,

Que parece nesta hora ir navegar

 

Em taças de luar, em rios de água,

Onde apenas navega uma certeza:

A chama que o amor mantém acesa!...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)


05
Mai 09

Chama

"ARDO"

A dor que doi assim qual fogo ardente,
Que nos consome em chamas mil, devora
A pouco e pouco a alma e se demora
Nos consumindo o ser, o sermos gente...

A dor que doi assim me faz demente,
Qual tocha humana que arde a toda a hora...
E em labaredas choro meu ser agora,
Lágrimas inflamadas em torrente...

Eu choro a dor que doi, a dor profunda,
De te perder de mim, de ficar só,
Mas estas chamas fazem mais que dó,

Me tornam a existência vagabunda!
Qual tocha humana eu ardo num momento,
Que a dor que doi assim não leva o vento...

Haragano, O Etéreo in Século XXI

2 Chamas

publicado por Gil Saraiva às 00:03
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