Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

09
Mai 11

 

                         I

 

“ RÚSTICA ENTRADA”

 

Quem chega

O porto atravessa

E o portal;

Se de barco chegou

É natural

Que no verde pasmem os olhos,

Sem pressa,

Porque a paisagem

É de ritual,

De verdes, aos molhos

Das árvores caindo

De todos os tons,

O chão colorindo,

Bichos, gente, sons…

 

A dois passos somente

O Portaló,

Ali, alegremente,

Como um sol-e-dó,

Parece,

Pela rústica entrada,

Convidar quem passa,

A prolongar a estada,

Com seu ar de graça…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


08
Mai 11

 

                VII

 

“ENTRADA NO PARAÍSO”

 

Porto e Portal,

Da vila imponentes entradas,

A quem tributo até as aves prestam,

Onde o chegar é natural,

Lembrando talvez outras arcadas

Ou romantismos que se manifestam

Numa vassalagem da memória

De gerações vividas,

Longa história,

De muitas vindas, muitas idas…

 

Pegadas gravadas pelo tempo,

Entre o riso e o contratempo,

De quem ali passou,

De quem dali gravou

O portal, o porto, o movimento,

De quem ali viveu mais que um momento…

 

Este todo é belo,

Fascinante, admirável,

Simples porto,

Onde se chega num sorriso,

Para depois transpor portal austero,

Memorável,

Que ao atravessar nos põe no paraíso…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

 


07
Mai 11

 

              VI

 

“PORTO E PORTAL”

 

Morro de S. Paulo, Tinharé,

Cheira a Brasil e a saudade,

Aroma mais puro que o café,

Um cheiro profundo a felicidade…

 

Descer na paisagem,

Até tocar o mar,

Por rampa de miragem

Singular

Onde carros de mão,

De malas cheios,

Dizem ser táxis,

Sobem de escalão,

Movidos a braços

Num calor de Verão…

 

Descer quase parece por desporto

E atracado bem perto a um portal

Que com coragem a tudo resiste,

Feito de séculos, pedras e de cal,

 

De obra humana firme que persiste,

Qual testemunha histórica da vila,

Eis que se pode vislumbrar o porto

Recebendo os turistas de mochila…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

 


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