Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU!
Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite
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82. Beijo de Conto de Fadas, de fábula ou rábula, de história de reis e de rainhas, beijo de qualidades encantadas, de fazer corar vizinhas, de despertar quem dorme como que "para ver a banda passar cantando coisas de amor" como diz o trovador Chico Buarque. Um beijo para a eternidade, pois que se instala na memória para ser contado repetidamente aos serões, de olho de lágrima que ri, até aos confins da idade. Ele é o ato de uma vida, aquele que nos faz sonhar desesperadamente na ânsia de um possível "encore" que nunca chega, mas sempre se adivinha.
54. Beijo de Bom Vilão… é o beijo de personagens como o malandro da "Ópera do Malandro" de Chico Buarque de Holanda, ou como os das "Crónicas dos Bons Malandros" de Mário Zambujal. Um beijo de pinta com pinta, todo ele ginga numa corte bem popular à moça escolhida pelo olho vivo, atento e conhecedor do mais astuto caçador de beijos e mimos da região. Sim, porque ele sabe, ele conhece, ele já viu o filme todo, e não aceita um não como resposta, ele não é o Benjamim da canção do "Namoro" do Sérgio Godinho, ele é o ás da rua dele e se vai dar um beijo tem de ser à pessoa certa, escolhida a dedo como quem escolhe a mais bela flor nos jardins de um palácio real. Beijo de Bom Vilão, com ar de malandro e coração de manteiga.