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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

26
Jan20

Beijo Debaixo de Chuva

Gil Saraiva

089 - debaixo de chuva.jpg

90. Beijo Debaixo de Chuva, um dos que podemos ver repetido em inúmeras cenas românticas no cinema, da América à Índia, por todo o globo aliás, não existe provavelmente um país que não tenha um "take" num filme com uma sequência onde ele aconteça. Porém, muito mais importante ainda, é o facto de ele ser real, de ser quotidiano, de se repetir a cada dia por fazer prova de uma verdadeira demonstração de amor. Não tem a força de um beijo à chuva, mas anda perto. É digamos, uma réplica consolidada desse beijo anterior. Na verdade, nós, humanos, não saímos da nossa zona de conforto, retirando desta equação situações de poder ou de egoísmo, a não ser por algo superior, seja sobrevivência, fé ou pelo verbo magno a que designamos de amar.

22
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – A Batalha

Gil Saraiva

 

          II

 

 

“A BATALHA”

 

 

Macumbas, fadas, anjos e bruxedos,

Sereias, mais encantos e vudu

Ou Iemanjá, milagre e tabu,

Trazem as trovoadas aos penedos…

 

Chuvas, calor e Sol entre rochedos,

Gotas de sal e sangue em rio Cairu…

Amor, suor e vida em corpo nu,

No Morro de S. Paulo são segredos…

 

Por toda a ilha o céu vence o inferno

E esta batalha não acaba mais,

Pois Tinharé protege seus mortais

 

Com seu manto de verde quase eterno…

Desde a primeira à quinta praia a vida

Usa o amor e a fé como saída…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

15
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – As Águas

Gil Saraiva

 

        VII

 

“AS ÁGUAS”

 

Bebem-se caipirinhas

E sorrisos,

Piropos, adivinhas, muitos risos…

Nas águas da cascata

Da piscina e das praias,

Tudo ao calor resiste e se desnata

Nos biquínis, nas minissaias,

Na chuva que ao cair é catarata

E que minutos depois já se esqueceu

Porque apenas nos lavou o eu…

 

Ah! Isto sim, é vida!

Águas benditas mais do que água benta,

Que nos fazem esquecer uma partida

Que embora longe já nos atormenta…

Que toquem oboés,

Que dobrem sinos,

Que do velho Sinai desça Moisés,

Que se dance o samba, cantem hinos,

Mesmo após o poente glorioso

Fazer nascer a lua prateada,

Pois tudo aqui é bom, é tudo gozo,

Tudo nos traz a alma embriagada

Neste Portaló feito virtude

Onde cada momento é plenitude…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)