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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

27
Jul11

Poemas de um Haragano: Nos Caminhos da Flor – Fragrância

Gil Saraiva

 

          VII

 

"FRAGRÂNCIA"

 

Na fragrância vaporina

De um odor...

Vindo do branco têxtil

De uma renda...

Te sinto eu:

...

No íntimo do teu cheiro...

Do teu ser...

Do teu corpo...

Do teu eu!!!

 

Sentir-te é sentir-me!...

 

E eu...

Sou tão egoísta

Dessa palavra simples

Chamada: Nós!

 

Quero-te!...

Na plenitude do uno

E do indivisível

Para poder viver em ti...

Na fragrância

Vaporina

De um amor...

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

(Gil Saraiva)

22
Jul11

Poemas de um Haragano: Nos Caminhos da Flor – Abaixo-assinado

Gil Saraiva

 

                II

 

"ABAIXO-ASSINADO"

 

Pelo sorriso

Dos teus olhos...

 

Pelo prazer

Dos teus lábios...

 

Pela suavidade

Da tua pele...

 

Pelo odor

Do teu ser...

 

Pela felicidade

Da tua presença...

 

Pelo amor mais profundo...

 

Eu,

Abaixo-assinado,

Declaro que te amo,

Com toda a força

Dos elementos

E com o poder

Do universo

Que me constitui,

Para sempre!...

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

(Gil Saraiva)

28
Out08

Possa Ser Eu... 28/10

Gil Saraiva

Possa Ser Eu...

 "POSSA SER EU!"

Meu amor...
No espaço diminuto do meu cérebro
Não consigo enclausurar o amor que sinto...
É vasto demais, é denso, é forte,
E nem zipado cabe entre neurónios...

Poderia eu arquivá-lo nessa rede,
Aquela a que chamamos de Internet,
Em servidores sem fim...
Gigabytes e gigabytes de sentir...
Mas é pequena a Net, é curta, é vã...

Ah, mas então...
Só dessa forma se tornaria a rede
Um sentimento só, somente e apenas...
Mas tanto ficaria por expressar,
Pois está por inventar o chip ou a memória
Que possa processar o verbo amar
Com a dimensão e a dignidade
Que este deve possuir...

Porém...
Um processo existe, um meio, uma forma,
De saberes, ó meu amor, o quanto te amo...
Há um condensador do meu sentir
Que podes ler sem erro, bug
Ou virus que o afecte...:

O brilho dos meus olhos quando a retina
Capta a tua imagem e a retém
Lá prós lados desse órgão interno
A que teimamos dar por nome:
Coração!...

O fenómeno pode não ser sensível
À ânsia da descoberta do sentir
Através de quaisquer materiais...
Ah... Mas se amares...
Vais poder ler o brilho oculto
Aos olhos de um outro qualquer alguém
E, meu amor, que esse alguém
Possa ser eu!

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo