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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

19
Nov19

Beijo de Ano Novo

Gil Saraiva

020 - ano novo.jpg

21. Beijo de Ano Novo, antes de mais trata-se de um ato feliz, de partilha de uma passagem entre o que acaba para um novo ciclo que se inicia. Será sempre um beijo entregue entre borbulhas de champanhe, ao som de foguetes eclodindo pelos céus distribuindo figuras, imagens e cores garridas que tornam humilde o mais imponente arco-íris. A dado instante, por entre toda a gente que festeja, procuramos com o olhar ávido a quem queremos bem, brindamos, cumprimos os rituais e trocamos um beijo intenso, seguro, absoluto e decidido como poucos outros, é o mais perfeito rito de cumplicidade, de entrega e de certeza, sendo igualmente perfeito quer na amizade como no amor. Beijo a dois, entre mil, beijo de Ano Novo.

30
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – Selvagem

Gil Saraiva

 

         X

 

"SELVAGEM"

 

Passas rebelde, sem olhar ninguém,

Sorris de vida, procuras amor,

Tens a garra e a força do Condor

E duras as palavras para quem

 

Tenta deter-te a ti, sem vir por bem...

Tens no brilho do olhar um fogo, ardor,

Felino de vontades e fulgor,

Ansioso de ser feliz também...

 

Amas de coração, sem ser problema,

E não pareces ser essa ternura,

Que ocultas lá no fundo, em forma pura,

 

Soberana de vida, um diadema!...

Rainha és, num trono de coragem,

Mulher entre as mulheres... mais:... Selvagem!

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

21
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Rosa do Rio

Gil Saraiva

 

“ROSA DO RIO”

 

 

Um dia, numa noite, sem esperar,

Ai, a mais bela flor, eu encontrei...

Como uma rosa, digna só de um rei,

Era como veludo ao desfolhar

 

Sem, no entanto, preciso ser tocar...

Gotas de orvalho nela vislumbrei,

Com um brilho que descrever não sei,

E que então me fizeram deslumbrar...

 

Mas rosa a flor não era propriamente,

Descia à beira rio sem ter raiz,

Doava a tudo luz de tão feliz

 

Procurando aventura na corrente...

Era uma flor livre, era um sentimento,

Flor radical, pintura de um momento...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)

19
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Selvagem

Gil Saraiva

 

"SELVAGEM"

 

 

Passas rebelde, sem olhar ninguém,

Sorris de vida, procuras amor,

Tens a garra e a força do Condor

E duras as palavras para quem

 

Tenta deter-te a ti, sem vir por bem...

Tens no brilho do olhar um fogo, ardor,

Felino de vontades e fulgor,

Ansioso de ser feliz também...

 

Amas de coração, sem ser problema,

E não pareces ser essa ternura,

Que ocultas lá no fundo, em forma pura,

 

Soberana de vida, um diadema!...

Rainha és, num trono de coragem,

Mulher entre as mulheres... mais:... Selvagem!

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)

05
Jan09

Feliz 05/01

Gil Saraiva

O Arlequim de Gil Saraiva

"FELIZ"

Na rua,
Perto à praia,
Uma menina chora a sua ferida,
Caiu da bicicleta
Ainda há pouco...

E a tromba de água
Se aproxima...

A onda voa pelas ruas
Tentando alcançar a Morte...
A rapariguinha já  fugiu...
Mas eu...
Eu saio à rua deserta
E a Morte chama por mim...

Eu enfrento a Morte
Com a minha morte;
Mas a Vida...
Essa, não me compreende;
Pois ela me amava...
Estou feliz!...

Matei a raiva;
Estrangulei o medo;
Assassinei o ódio;
Afoguei tudo o que há em mim...

E a pedra da calçada
Perguntou-me:
"- Porquê?
Qual a razão para não viver?"

Eu,
Olhando um horizonte
Sem tréguas e sem esperanças,
Respondi:
"- Eu enfrento a Morte
Com a minha morte..."

Mas a Vida...
Essa....
Continua sem me compreender;
Pois ela me amava...
Estou feliz!...

Matei a compreensão;
Guilhotinei o amor;
Apaguei a ternura;
Maltratei a sorte;
Matei tudo o que havia em mim...

Mas os animais...
Os marginais...
Esses entenderam;
Pois são seres mal vivos...
Como eu fui...

As pedras...
Essas...
Ahhhh!... Nunca viveram...
Como poderão elas desejar morrer?...

Só!
Eu enfrento a Morte
Com a minha morte...
Mas a Vida...
Essa...
Jamais me compreende...
Pois ela me amava;
Talvez....
Talvez saiba quando morrer!...
Estou feliz!

Haragano, O Etéreo in Gota de Lágrima