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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Beijo Complicado

078 - complicado.jpg

79. Beijo Complicado, um daqueles que estranha o nunca. Que se concebe sem buscar um só porquê. Que se indaga ignorando o como. Que se lega sem um simples como, mas que se transmite mesmo sem se saber onde. Que se planeia sem ter tempo ou qualquer quando. Que se forja sem pensar em se… Que se consagra sem precisar de um e… ou de um e se… que se sente sem um odor sequer. Que se reparte sem se chegar lá. Que se devora sem se ter um fim. Que nos avassala sem sentirmos um, porém. Que se corporaliza porque o queremos dar sabendo a quem, a quem, a quem… beijo complicado, sabemos a quem o queremos facultar e isso chega.

Poemas de um Haragano: Nos Caminhos da Flor – Eu Espero…

 

          VI

 

"EU ESPERO"

 

Penso sozinho, eu sei,

Na solidão...

E o silêncio, nas sombras,

Não me ajuda...

Apenas faz crescer

Minha paixão...

Apenas me corrói

E me tortura

Em processos de mágoas

E loucura!...

 

E como se agrava a minha dor...

Em mil momentos de pavor...

Pois quanto mais eu penso,

Mais eu sei,

O quanto me dói

E me magoa,

Ter na solidão a voz amiga

Ou um riso cínico de intriga!...

 

Onde estará o meu amor?

Será que me deseja

Ou que me insulta?

E pensará em mim

A flor oculta?

Porque será que amar

Também é dor...?

 

Talvez se sinta só,

Para além das estrelas,

Através de imaginária ponte...

Através da linha do horizonte

Vem com as ondas do mar,

Vem para amar...

 

Espuma de raiva incontida

De querer e me não ter,

Mas de ser vida...

Mas de ser Ser...

 

Ela sabe, ao certo,

Que a desejo...

Me conhece bem

Em cada beijo...

Ai! Como posso eu

Viver sem ela...?

 

Eu quero o meu amor aqui,

Comigo...

Brilhando com o brilho

De uma estrela!...

 

Sinto algures alguém...

Sinto um respirar na escuridão...

E sinto mesmo

Sem sentir ninguém

Porque oiço bater um coração,

No silêncio dos limbos

Que não vejo,

No escuro vagabundo

Onde desejo,

Qual Haragano,

Um Etéreo ser,

Sem forma definida...

 

Eu a verei até,

Talvez, quem sabe,

Um outro Inverno...

 

E esperarei de pé,

Mesmo que a força acabe,

Na calote cristalina, glaciar,

No frio gelado de tão externo...

 

Se tiver de aguardar...

Aguardarei...

Aguardarei por meu amor eterno!...

 

Como um raio de Sol ela será...

Tão radiante

O gelo fundirá...

Nada esconderá o seu semblante!...

 

Viajar pela noite viajarei...

Guiando-me pela luz sem ter sinais...

A luz do seu amor, do meu amor,

A luz dos nossos ideais!...

 

E agora, por fim, nada mais digo...

Sei... sou... desejo... quero...

Eu sei meu amor o que consigo:

"-Amor acredita... Amor... eu espero!..."

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Achas de um Vagabundo – Toca-me

 

 

        XIV

 

"TOCA-ME..."

 

Quando aquela mão

Se estende decidida e sensual,

Num caminho seguro,

Até tocar suave

Um membro adormecido,

Despertamos nós...

 

Desperta o príncipe

Com coaxares de sapo,

Porque a magia

Se fez vida

E gozo último...

 

Quantos de nós, homens,

Antropófagos do sentir,

Não atingimos o céu

Antes do tempo

E tudo por um toque apenas?

Ahhhhhh...

Isto é vida!

 

Nada se compara

Ao arrepio da derme

Perante um deslizar

De dedos ao acaso.

 

Nada é mais intenso

Do que sentirmos a mão,

A nossa mão,

Navegar serena,

Pela derme de outro alguém,

Procurando o calor ameno

De um Trópico de Câncer

Ou Capricórnio...

Pra mergulhar ardente

Num vulcão de amor

E nos fazer arder

Sem febre alguma

Que não aquela

A que chamamos de paixão...

 

Partir do que é geral

Para o mais específico,

Intimo, privado e particular...

Sentir a preocupação das formas,

Das cores, do brilho,

Do estado hipnótico de um toque,

Em impressões tácteis

De impensáveis sensações

De loucura frenética e absoluta...

 

Depois...

Procurar uma ordenação táctil

Dos elementos do percurso

E projetá-los em cenas

De luxuria conseguida e integral...

Por fim...

Gritar em êxtase:

Toca-me de novo meu amor!!!

 

A Mulher,

Mais do que ser humano,

É arte viva,

Sente

Como nenhum outro espécime

À face do planeta...

E faz sentir...

Chegamos ao infinito

Num só toque...

E de lá voltamos para podermos,

Também nós,

Tocar e atingir assim

O despertar de uma aurora

Que nasce pura de êxtase

E plena de prazer!...

 

A Mulher

Faz uivar bem lá no fundo

Aquele ser esquecido,

De ser gente,

De ler vida,

De ter voz...

E provoca do intimo

A alma ansiosa de sentir,

Perdida de sentido,

De momento,

Já faz muito e muito tempo,

Para gritar, por fim,

Em pleno êxtase:

Toca-me de novo meu amor!!!

 

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus – Borboleta

           VI

 

"BORBOLETA"

 

Na imensa planície de meu ser

A madrugada traz, de novo, as flores...

Desabrocha suave em meu viver

A alma, o coração, risos e cores...

 

Desabrocha o sentir, o amar e o ver,

De mim sedentos todos, quais credores,

Cobrando o toque, o gosto, o poder ter

Meu cheiro, meu olhar e meus amores...

 

Na imensa planície a madrugada

Desabrocha por fim meu existir

E a borboleta vem, enfeitiçada,

 

Em mim beber o néctar do sentir...

Na imensa planície oculta flor

À borboleta dá suave amor...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

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