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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Beijo de Escorpião

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116. Beijo de Escorpião, vindo diretamente do signo dos que nascem em pleno outono, sobre a sombra dourada dos plátanos, qual antecâmara do inverno despido e frio que se antecipa, mas belo nos tons fortes e quentes do manto de folhas, qual cama sensual iluminada pela chegada dos crepúsculos de esplendor outonal onde o pôr-do-sol ganha rasgos de beleza e génio inigualáveis. Porém, o romantismo pode dar lugar a um beijo de agito, de movimento, de vida, criado nas furnas do entusiasmo, ardente, dramático, exacerbado e dominador, único no magnetismo como atrai quem busca, forte, apelativo e sexual. Beijo de Escorpião, possessivo, controlador, invadindo quem beija, da boca, dos lábios, da língua ao corpo inteiro, marcante, sedutor e sempre extremamente sexual.

Beijo Envergonhado

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113. Beijo Envergonhado dado de forma embaraçada, suavemente, no rosto de quem se quer bem, não sem antes se ter passado por um processo de extrema complexidade… Primeiro no desenvolvimento da ideia (porque a vontade, esse desejo interior de beijar, seria por certo forte desde o primeiro momento). Depois a aproximação gradual, lenta (e quase que em pânico constante de se poder cometer um erro), à pessoa escolhida. Por fim o segundo em que o beijo é desferido (sim, porque por receio a duração será obviamente curta, quase curta demais para ser sentido por quem o recebe), naquela face suave que o acolhe, sem que nunca a recetora sequer possa imaginar como tal feito foi épico e glorioso. Um beijo entregue timidamente, envergonhado, de um modo ténue, como quem colhe uma flor silvestre, num passeio pelo campo na beira de um caminho, e a entrega, de braço estendido cobrindo o rosto, à dama que lhe roubou o coração.

Beijo Encarnado

107 - encarnado.jpg108. Beijo Encarnado, como o sangue que nos corre nas veias alimentando o corpo, o ser, o existir. Corado e sensual como o pôr-do-sol que em dias estivais, na linha do horizonte, nos foge ao olhar mergulhando nas águas do oceano ou se encantinhando atrás da serra soltando línguas de fogo pelo ar. Libertador como o voo da águia que simboliza a glória última, derradeira paixão que vem do alto. Vibrante e forte como as vozes da revolução que pela esquerda vermelha grita liberdade. Mas simples como o sorriso que sai dessa boca após um beijo cúmplice, devotado e intensamente rubro.

Beijo Doce

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101. Beijo Doce como a cana-de-açúcar que nos oferece o milagre guloso desse pó que nos turva o olhar e nos invade alegremente as papilas gustativas. Salgado como a vaga da praia-mar que vem forte em direção à areia com a intenção última de a deixar húmida e sedenta de vida, mas por isso mesmo doce de novo. Terno como o brilho de um luar que chega do alto e nos transporta para paraísos de negro ou azul-escuro raiados da platina de uma Lua Cheia de encanto, romance e beleza. Feliz como um qualquer amanhecer de verdadeira primavera sob o cantar das aves que, pelo bater das asas, aplaudem esse beijo que parecendo néctar é simplesmente doce.

Beijo Cigano

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72. Beijo Cigano, roubado em noite sem Lua pelas raias da vida, cabelos ao vento brandindo florestas ocultas no breu. Beijo apanhado, quase ilegal, escondido de todos, família ou lar… Nada mais importa do que esse beijar. Beijar vagabundo de um haragano, que alazão selvagem não se deixa domar. Beijar cegamente num beijo profundo, que vem do instinto, que vem do amar. Beijo apropriado feito destino à luz da fogueira por entre sombras ocultas. Uma só maneira de chegar primeiro ao beijo que a alma parece cantar. Beijo lançado por cartas sem rumo que traçam destinos sem os traçar. Beijo feito de sinais de fumo que um beijo assim é de contrabando, é forte, é intenso, é de recordar, pode ser meigo, mas não é brando, pode ser vida, mas pode matar...

Beijo de Carneiro

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68. Beijo de Carneiro, determinado como o nativo deste signo. Por norma o seu beijo é arrebatado, urgente, intenso e desprovido de vergonhas ou pudor. Ele beija em qualquer lugar sem o mínimo problema ou preocupação. O seu beijo é forte na garra e absolutamente destemido e confiante no desfecho. Não é à toa que por vezes assistimos a alguém a levar uma chapada no rosto em plena rua. A probabilidade de ter sido um destes nativos é elevada. Dependendo das circunstâncias tanto pode ser um ósculo roubado como um à conquistador, mas é sempre oriundo de um impulso, rápido na toma, sexualmente implícito, quente, imprudente até, pois nem sempre espera por saber como será acolhido, mas termina porque, um beijo de Carneiro, é sempre um meio e nunca um fim.

Beijo de Carne

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67. Beijo de Carne, um daqueles que se sente quente, forte, sôfrego, esfomeado, cru, natural, vivo, ansioso e só possível de amparar se correspondido com a mesma intensidade na receção. Ele é entregue com os olhos nos olhos e a pele na pele, ao som frenético e acelerado dos corações a comporem sinfonias de volúpia, caminhos de envolvência plena, de pura sensualidade, daquela que faz suar os corpos e ferver o pensamento. Um beijo provido de um misto de querer, desejar, ansiar e poder fundir e assim continuar numa mistura homogénea de carne, de corpos e espíritos que se imagina ser impossível de alcançar, mas que afinal existe.

Beijo Borboleta

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55. Beijo Borboleta, dado quase de fugida, num curto espaço de tempo, mas intenso, forte, maravilhosamente ilustrador de emoções e partilha de almas. Sublime na aparência, nobre nas intenções, adulto na forma, exemplar na harmonia e na naturalidade como se entrega, mas, para além disso, espontâneo, completamente independente de obrigações, status, e outros "ões" com que normalmente nos regemos em sociedade. Cintilante pelo vibrar das pálpebras em movimentos cíclicos, nos rostos unidos de tão próximos, trocando olhares por entre a oscilação ritmada das pestanas quais asas de borboletas esvoaçando rumo à felicidade. Livre porque partilhado por vontade das partes na fusão do todo, e tão belo e perfeito como a borboleta, mas, como ela, com uma vida curta, porque os momentos de perfeição sempre nos parecem breves, pequenos, mas deliciosos.

Beijo de Assinatura

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37. Beijo de Assinatura, com cunho, daqueles que deixa marca, vigoroso, forte, avassalador, inimitável seja por quem for porque exclusivo de quem o produz. Possuidor de um secreto ingrediente que não se encontra em feiras ou mercados mas, apenas, lá bem nos confins da alma criadora que o fez despertar para a humanidade na forma de beijo que se reconhece pelo conteúdo, pela essência vaporina que o espelha no toque da derme, na fragrância da pele, na impressão viciante que deixa no pescoço, no rosto ou na boca daquela que o recebe, para em êxtase no final a ouvir balbuciar, perdida e sem defesas, o nome inebriante daquele que o criou.

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