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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

Desabafos de um Vagabundo: O que se passa em Campo de Ourique - Entrevistas à Mesa do Café

Campo de Ourique - Entrevistas à Mesa do Café.jp

O que se passa em Campo de Ourique

Entrevistas à Mesa do Café

Inicia-se, durante este mês de junho, uma nova rubrica anunciada aqui nos Desabafos de um Vagabundo, mas que terá seguimento na Carta à Berta. Tratam-se das “Entrevistas à Mesa do Café”, todas sobre quaisquer temas, pessoas, lojas, restaurantes, monumentos ou pontos de interesse do Bairro de Campo de Ourique.

Para além de entrevistas sobre temas ou pessoas que, por algum motivo, me chamem à atenção enquanto contador de histórias do nosso bairro, estas entrevistas estão abertas a todos os que tenham uma qualquer situação de interesse a partilhar com todo o bairro. Dou um exemplo; uma geladaria do nosso bairro enfrenta sérias dificuldades para conseguir sobreviver à pandemia e corre o risco de fechar. Por intermédio de uma cliente do espaço chegou ao meu conhecimento a difícil situação que atravessa. Assim, com o acordo dos proprietários, marquei aquela que será uma das primeiras entrevistas desta rubrica.

Todos os interessados que têm algo para partilhar, mas que precisam de uma ajuda para expor uma situação, que tem obrigatoriamente de se situar dentro das fronteiras do bairro de Campo de Ourique, podem solicitar uma entrevista para o meu email: saraiva.gil@gmail.com e deixar o seu número de telemóvel para posterior contacto da minha parte. Se eu considerar que o assunto merece divulgação marcarei posteriormente uma entrevista com a pessoa para que o possa divulgar.

Não imagino sequer se esta rubrica terá muitos capítulos, mas terá os que forem precisos. Serão pelo menos duas cartas. Conforme as adesões, a rubrica terá ou não seguimento. Agradeço a todos os grupos de Campo de Ourique a divulgação destas entrevistas. A tentativa é dar voz a quem não tem tempo ou queda para pôr por escrito o que tem para contar aos outros. Obrigado.

Gil Saraiva,

Carteira Profissional de Jornalista 5003 A

 

 

 

Vídeos de Campo de Ourique - Para um Dia Recordar - As Perspetivas III / IV / V / VI

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Videos da Memória de Campo de Ourique.

Para um dia recordar...

 

III - A perspetiva do Market Canal - Tunga TV - Abril de 2015

 

IV - A perspetiva de Joana Balaguer - Julho de 2017

 

V - A perspetiva do Propagando Vlog - Janeiro de 2021

Rolê por Campo de Ourique. Conheça uma das melhores freguesias de Lisboa.

 

VI - A perspetiva da TVI - Novembro de 2015

Nota: a partilha destes vídeos está sujeita a poder ser retirada pelos autores da internet em qualquer momento e deixar de ficar acessível devido a esse facto. Alguns deles incluem publicidade o que é totalmente alheio aos Desabafos de um Vagabundo. A sequência dos vídeos da memória de Campo de Ourique irá intercalar os "Registos da Memória" atualmente em curso nos Desabafos.

 

 

 

Vídeos de Campo de Ourique - Para um Dia Recordar - A Perspetiva Inglesa - II

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Videos da Memória de Campo de Ourique.

Para um dia recordar...

II - A perspetiva inglesa do Bairro de Campo de Ourique em abril de 2019

Nota: a partilha destes vídeos está sujeita a poder ser retirada pelos autores da internet em qualquer momento e deixar de ficar acessível devido a esse facto. Alguns deles incluem publicidade o que é totalmente alheio aos Desabafos de um Vagabundo. A sequência dos vídeos da memória de Campo de Ourique irá intercalar os "Registos da Memória" atualmente em curso nos Desabafos.

 

 

 

Vídeos de Campo de Ourique - Para um Dia Recordar - A Perspetiva Brasileira - I

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Videos da Memória de Campo de Ourique.

Para um dia recordar...

I - A perspetiva brasileira do Bairro de Campo de Ourique em Novembro de 2020

Nota: a partilha destes vídeos está sujeita a poder ser retirada pelos autores da internet em qualquer momento e deixar de ficar acessível a partir desse facto. Alguns deles incluem publicidade o que é totalmente alheio aos Desabafos de um Vagabundo. A sequencia dos vídeos da memória de Campo de Ourique irá intercalar os "Registos da Memória" atualmente em curso nos Desabafos.

Gil Saraiva

 

 

 

Registos da Memória - Brasil - Pipa - IV - Pousada da Praia do Amor

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Brasil - Pipa – IV – Pousada da Praia do Amor (Foto de autor, direitos reservados)

Registos da Memória

IV

Brasil – Pipa

Pousada da Praia do Amor

 

A pequena tabuleta de madeira, por entre uma multidão de flores, anuncia o que me espera, com a simplicidade discreta de quatro palavras, por entre o verde e os fróis, numa imagem que reflete um conceito perdido pelo rebuliço urbano da Lisboa, que deixei para trás tem alguns dias. Inversamente, ali tudo convida à descontração e ao mais puro e antigo sentimento cantado por poetizas e poetas desde os primórdios até aos nossos dias, ou seja, tudo se conjuga para o amor.

Não é difícil pensar-se em amor quando o vemos escrito numa tabuleta, associado a pousada, um local onde a existência de um leito é evidente por definição e em que, ainda por cima, se evoca também a proximidade de uma praia, que se sonha idílica, pelo nome explicito e tão pouco enganador. Férias é isto mesmo, poder sonhar com aqueles instantes que mais tarde trazemos arquivados no coração, pela pureza dos momentos, pelo significado e justificação que dão à vida.

Gil Saraiva

 

 

 

Registos da Memória - Brasil - Pipa - III - A Pousada da Praia do Amor

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Brasil - Pipa – III – A Pousada da Praia do Amor  (Foto de autor, direitos reservados)

Registos da Memória

III

Brasil – Pipa

A Pousada da Praia do Amor

 

Olhando o mural de azulejo, com o nariz alçado e embebido da intelectualidade própria de um crítico de cinema, seria fácil chamar de pimba ou de brega à obra de arte que anuncia a Pousada da Praia do Amor a menos de duzentos metros da mesma. Porém, por muito que pareça estranho, esta pousada onde me instalei por mais do que uma semana tem a genuinidade sambada e o carinho próprios do povo brasileiro.

Com efeito, estando próximo de tudo em Pipa e a poucos metros da famosa praia, este alojamento destinado à classe média baixa tem mais para dar do que muitos alojamentos de cinco estrelas. Dormi sempre sem mosquitos, o pequeno-almoço foi sempre à escolha do freguês, a afabilidade dos proprietários e funcionários supera, na prática, a formação ética de uma qualquer escola hoteleira de renome. Sem dúvida, um poiso a repetir.

Gil Saraiva

 

 

 

Vídeos da Pandemia: A Necessidade Aguça o Engenho - Os Problemas Das Regras Covid.

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MULHER ENTRA SEM MÁSCARA NUM SUPERMERCADO E VÊ-SE OBRIGADA A RESOLVER A SITUAÇÃO.

 

 

 

Registos da Memória - Brasil - Pipa - II - A Praia do Amor

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Brasil - Pipa – II – Praia do Amor - Foto de autor, direitos reservados)

Registos da Memória

II

Brasil – Pipa

Praia do Amor

 

A tabuleta não engana. A Praia do Amor fica na direção indicada e é um pequeno refúgio de areia entre rochas, a condizer com a própria tabuleta. Para lá chegar, como não podia deixar de ser, é preciso ir imbuído do verdadeiro espírito do amor e ainda ter alguma elasticidade nas pernas e equilíbrio, pois a descida faz-se por um caminho de rochas que obrigam a algum cuidado (que aumenta com a idade).

É claro que os jovens galgam a encosta com uma perna às costas e descem-na com a outra, mas este grupo etário não vai só atrás do amor, vai a ser conduzido pelas garras da paixão e o cheiro a erotismo mais ou menos descarado, dependendo dos ímpetos, de que pode vir a desfrutar nalguns dos recantos da dita praia. O mar é agitado por ali, embora não sendo perigoso, vem banhado pela espuma das ondas excitadas com a chegada à Praia do Amor. Um bar de apoio e alguns chapéus-de-sol para sombra, em tons de amarelo torrado, de verde bem vivo e um ou outro azul, completam o ar tropical, nordestino e “caliente” desta praia.

Os mais velhos protegem-se dos raios mais fortes do sol, sentados nas cadeiras brancas que o bar põe à disposição, protegidos pelos guarda-sóis. Porém, a água é o reino das pranchas de bodyboard e de surf, onde os heróis desafiam Neptuno, para gáudio das meninas que assistem da praia. Por toda a parte se sentem as hormonas que parecem despertas pelo nome sugestivo da praia. Quem não se puser a espreitar cada recanto, junto às rochas, poderá ficar na dúvida quanto ao porquê do nome praia do amor, agora se tiver atenção, já precisa de algum calo para não ruborescer. É tudo isto que a tabuleta indica na sua simplicidade despretensiosa, quase que desprendida do verdadeiro significado do amor. Afinal, o amor fica para aquele lado…

Gil Saraiva

 

 

 

Registos da Memória - Brasil - Pipa - I - A Rocha da Pipa

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(Brasil - Pipa – I – A Rocha da Pipa - Foto de autor, direitos reservados)   

Registos da Memória

I

Brasil – Pipa

A Rocha da Pipa

 

Tendo, dois anos antes, visitado Pipa de passagem, regressei ao Nordeste do Brasil e, desta vez, focado em Pipa. Trata-se de um destino turístico de classe média, ou média-baixa, em que a imaginação e alma fazem mais pela terra, do que o progresso e a tecnologia. Todo o meio urbano lembra uma favela reciclada e vestida com roupagens de vila antiga, dedicada à praia e ao turismo. Os investimentos fracassados ombreiam, lado a lado, com os que, por sorte ou solidez de investimento vingaram e prosperam.

Cedo descobri de onde vinha o nome da estância balnear. Porém, metade dos residentes não sabe o porquê, o que para um lusitano parece estranho. Ora, na baia onde Pipa recebe o Atlântico há uma pequena rocha cilíndrica, com mais de quinhentos anos de história, mesmo na ponta do cabo. É essa rocha (dizem-me que já foi maior e mais circular) que dá o nome à estância. Pipa chama-se Pipa, porque, por altura dos descobrimentos, à chegada à pequena baía, os marinheiros portugueses acharam que a rocha se assemelhava a uma pipa. Encontrado o nome de forma tão natural, não houve capitão ou comandante com coragem para escolher outro (normalmente com nome de santo católico ou, pelo menos, de índole religiosa).

Gaviões, águias e urubus, guardam, segundo reza a lenda, a afamada pipa (conforme pude inclusivamente fotografar), porque, algures ali perto, se esconde, há centenas de anos, um tesouro imenso, fruto dos primeiros saques feitos na região. Teve de ser escondido pois o mar revolto não deixou as embarcações saírem da baía e zarparem oceano adentro depois dos roubos. A fortuna enterrada teria sido coberta por uma carapaça de uma tartaruga gigante que servira de alimento aos oficiais encarregues da missão.

Diz ainda a lenda que o espírito da tartaruga fez com que os humanos se esquecessem do local exato do tesouro, como castigo pelo saque e pela morte da centenária tartaruga. Segundo os velhos anciãos, enquanto a carapaça cobrir o tesouro, ele jamais será encontrado…

Gil Saraiva

 

 

 

Registos da Memória - Brasil - Nordeste - X - Pipa - O Bar-Restaurante

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(Brasil - Nordeste – X – Pipa– O  Bar-Restaurante - Foto de autor, direitos reservados)   

Registos da Memória

X

Brasil – Nordeste

Pipa – O Bar-Restaurante

 

Antecipando os próximos registos da Memória que serão sobre Pipa, no Nordeste brasileiro, porque enquadrados num outro ano e noutra viagem, não poderia deixar de incluir aqui, nestes registos da memória, algo que achei importante guardar da visita relâmpago que fiz a Pipa durante a minha estadia na Ponta do Madeiro.

Com efeito, se Salvador Dali, alguma vez tivesse sido proprietário de um bar-restaurante e, por isso mesmo, o tivesse querido construir à sua imagem e semelhança, este que hoje aqui apresento, seria, sem qualquer dúvida, bem semelhante ao criado pelo grande Mestre da Pintura Mundial. O surrealismo do local, lembra o mestre em todo o seu esplendor. A forma impressionante como as imagens brotam das paredes e se misturam com toda a decoração só pode ser uma homenagem ao génio da pintura, representada por alguém com um profundo conhecimento da arte do inspirador deste espaço de lazer e cultura.

O bar criado algures por volta do ano de 2006, já necessita de alguns retoques na pintura para manter vivo o espírito surrealista de que se encontra embebido, contudo, ainda consegue surpreender o visitante pela forma como a pintura ganha a sua terceira dimensão, não apenas nos baixos relevos de paredes, muros e balcões, mas pela mobília escolhida a dedo para se integrar nesta disposição única e singular de arrojo e originalidade.

Situado no centro turístico de Pipa chama a atenção, em primeiro lugar pelo surrealismo evidente e depois pelo menu, não menos surreal. Se não refiro o nome do espaço é não apenas porque é irrelevante, mas porque, caso visite a estância balnear, não tem como não dar por ele e descobrir tudo por si. Pipa tem tudo isso a propor a quem a visita, romantismo, surrealismo, oceano, paisagem, povo, ambiente e amor.

Gil Saraiva

Brasil Nordeste 10 b.JPG

(Brasil - Nordeste – X – Pipa– O  Bar-Restaurante b - Foto de autor, direitos reservados)   

 

 

 

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