Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

17
Fev 19

Jaime Gma.jpgRaul Rêgo.jpgSalgado Zenha.jpg

Há precisamente 49 anos a 17 de Fevereiro a PIDE/DGS prendia estes 3 homens: Jaime Gama, Raul Rêgo e Salgado Zenha. Os tempos eram outros e a palavra de ordem bem diferente da que hoje vivemos. Deixo em homenagem as minhas palavras:

PALAVRAS

Pensemos
Em tudo o que nos constitui,
Em qualquer universo
De existir...

Aqui!
Neste mundo em que vivemos,
Enquanto seres
Que se desenvolvem
Pela comunicação das partes
Com o todo,
Na nossa realidade,
De humanos
Que se movem
Pelas relações entre eles
E o próprio meio...

Aqui,
Onde aquilo que mais depressa
Se devora, consome
Ou se assimila e que,
Por outro lado,
Mais produz, cria
Ou desenvolve é,
Com inequívoca certeza,
A Palavra.

Esse conjunto de letras certas,
Absolutas ou relativizadas,
E não um qualquer paleio
Ou palavreado em abstrato...

Não se trata
De uma simples conversa
Sem sentido
Ou mera circunstância...
Não!

Importa sim
O ato criativo
Que nos ajuda a pensar e progredir...

Importa realmente a expressão última
Que nos torna comunicativos,
Únicos e humanos:
A Palavra.

Em suma
Nada é tão apelativo
Tal como uma boa meia dúzia 
De doces palavras...

Ditas no momento correto,
Na altura exata,
À pessoa certa!
.
É imenso o valor dessa
Palavra!...

Tudo se constrói 
Pela linguagem!
Tudo se pensa pela soma
De palavras
Em contínuo turbilhão...
Tudo se vive e vibra
Nas palavras...

Caem governos
Por uma palavra
A mais ou a menos,
Sobem e descem ações,
Vivem dela os Mercados,
Vive a crise, a inflação.
Até a Lei e a ordem
Da palavra fazem força.
Descreve a queda do Euro,
O confisco dos mais pobres
E o fasto
Dos magnatas...

Ficção ou realidade;
Sonho ou existir;
Ser ou Não Ser;
Liberdade ou tirania;
Meu Deus...
Palavras!

A tentação 
Última dos poetas:
Sobreviver
Depois do Ser!

E renascer
Nas páginas
Que deixam
Para a eternidade
Somatórios de letras,
Que lhes darão vida,
Após a morte:
Palavras!

Palavras
Que se escrevem a sangue
Ou no vermelho dos cravos,
Fáceis de dizer,
Difíceis de cumprir:
Paz, Liberdade, Solidariedade,
Saúde, Vida...

Palavras,
Matamos por elas,
Sofremos por elas,
Morremos por elas,
Mas também nascemos, vivemos,
Sentimos, rimos e festejamos
Por elas.
Que se calem jamais essas palavras.

 

Gil Saraiva

 

 

 

 

 


25
Abr 11


03
Mai 09

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa podia falar de muita coisa, mas outros falarão por mim, deixo apenas um poema em Homenagem à Rádio Clube Português e ao Programa Posto de Escuta.

Gil Saraiva

Liberdade de Imprensa, no calar de uma voz outra se faz ouvir...

POSTO DE ESCUTA

Posto de Escuta
Escuta!

Escuta o velhinho de olhos doentes
Que num canto chora os filhos ausentes...

Escuta a senhora
Que casa não tem,
Como demora,
A resposta não vem...

Escuta o homem de voz dormente
Que quer ser ouvido permanentemente,
Alma magoada, trémula assim
De quem se vê só tão perto do fim!

Posto de Escuta
Escuta!

Escuta o pedido de uma cadeira
De rodas feita para a liberdade,
Porque faz sentido
Que alguém queira
Ter o direito à mobilidade!

Posto de Escuta
Escuta!

Escuta o taxista da grande Lisboa,
De histórias mil, Cais Sodré, Madragoa,
Que levou o homem, nu, o coitado,
A quem a amiga deixara pelado...

Oh… Posto de Escuta
Escuta!

Escuta os versos do cantar do Povo
Que em surdina gritam por um mundo novo...

Escuta as quadras de senhoras meigas,
De voz carente,
Gramáticas leigas,
Coração ardente,
Alma empenhada
Em tudo dar em troca de nada...

Posto de Escuta
Escuta!

Escuta a dor de quem foi tratado
Num hospital como um renegado...

Escuta o cego de recursos parcos
Pra quem a bengala chora na montra...

Escuta o coração
Que perdeu a filha
Cavalgando ao vento a última milha...

Posto de Escuta
Escuta!

Escuta a guitarra, que toca baixinho,
Acordes que o tempo não pode apagar...

Escuta o fado em voz de carinho
De quem nos recorda saudade e amar...

Escuta um país de alma ferida
De quem quer apenas o que é natural
Ou vozes alegres cantando a vida
E que em português gritam Portugal!

Posto de Escuta
Escuta!

Escuta agora,
Por ti já chamara:
Vozes e nomes,
Os nomes gravados no dia a dia
De quem nos escuta a melancolia
Sem nos julgar, rebater, opor,
Almas no éter, quase um vapor...

Posto de Escuta
Escuta!

Escuta um Povo que grava no cobre
Em letras de ouro a alma mais nobre!

Posto de Escuta
Escuta!

Ó como é lindo o teu escutar
Na noite, no éter, sem um olhar,
Vozes de vida, formas de luta...

Posto de Escuta
Escuta!

Oh! Por favor não pares de escutar!

Escuta
Posto de Escuta!...

Haragano, O Etéreo in Século XXI

Um facho pela Liberdade de Imprensa para que nunca se apague a chama...


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