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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

18
Jul11

Poemas de um Haragano: Achas de um Vagabundo – Toca-me

Gil Saraiva

 

 

        XIV

 

"TOCA-ME..."

 

Quando aquela mão

Se estende decidida e sensual,

Num caminho seguro,

Até tocar suave

Um membro adormecido,

Despertamos nós...

 

Desperta o príncipe

Com coaxares de sapo,

Porque a magia

Se fez vida

E gozo último...

 

Quantos de nós, homens,

Antropófagos do sentir,

Não atingimos o céu

Antes do tempo

E tudo por um toque apenas?

Ahhhhhh...

Isto é vida!

 

Nada se compara

Ao arrepio da derme

Perante um deslizar

De dedos ao acaso.

 

Nada é mais intenso

Do que sentirmos a mão,

A nossa mão,

Navegar serena,

Pela derme de outro alguém,

Procurando o calor ameno

De um Trópico de Câncer

Ou Capricórnio...

Pra mergulhar ardente

Num vulcão de amor

E nos fazer arder

Sem febre alguma

Que não aquela

A que chamamos de paixão...

 

Partir do que é geral

Para o mais específico,

Intimo, privado e particular...

Sentir a preocupação das formas,

Das cores, do brilho,

Do estado hipnótico de um toque,

Em impressões tácteis

De impensáveis sensações

De loucura frenética e absoluta...

 

Depois...

Procurar uma ordenação táctil

Dos elementos do percurso

E projetá-los em cenas

De luxuria conseguida e integral...

Por fim...

Gritar em êxtase:

Toca-me de novo meu amor!!!

 

A Mulher,

Mais do que ser humano,

É arte viva,

Sente

Como nenhum outro espécime

À face do planeta...

E faz sentir...

Chegamos ao infinito

Num só toque...

E de lá voltamos para podermos,

Também nós,

Tocar e atingir assim

O despertar de uma aurora

Que nasce pura de êxtase

E plena de prazer!...

 

A Mulher

Faz uivar bem lá no fundo

Aquele ser esquecido,

De ser gente,

De ler vida,

De ter voz...

E provoca do intimo

A alma ansiosa de sentir,

Perdida de sentido,

De momento,

Já faz muito e muito tempo,

Para gritar, por fim,

Em pleno êxtase:

Toca-me de novo meu amor!!!

 

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

(Gil Saraiva)

03
Jun11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – Na Sombra…

Gil Saraiva

 

         XIV

 

“NA SOMBRA”

 

Aqui o verde é terra e é um espanto,

Do rio do Inferno à fortaleza,

Da ilha da saudade, em natureza,

Até ao galeão, p’lo verde manto…

 

Aqui o azul é mar, lágrima e canto,

É porto, é farol, sempre em beleza,

Oceano cristal, vida, pureza,

É navegar na praia do encanto…

 

Aqui respiro magia e sortilégio,

No Morro de S. Paulo, em Tinharé,

Séculos de histórias, máculas e fé

 

Chegadas de um passado em tempo régio…

Na sombra de um chalé, em Portaló,

Aqui, eu escrevo… aqui jamais ‘stou só!...

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

12
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – Mil Amores

Gil Saraiva

 

           IV

 

“MIL AMORES”

 

No ar

O som das aves é vida,

É luz que brilha atrevida,

É música, é alegria

Cantada como por magia

Em tom de felicidade

Com força, com garra, com vontade…

 

Pelas calçadas e valados

De um cinza feito de matizes,

Onde desponta aqui e ali a cor da terra,

Pelos arbustos salpicados

Entre o verde das copas

E o amarelo das raízes,

Por entre tons do morro

Que lembram serra,

Pelo verde da erva tão garrido,

Pelas pétalas que o tornam colorido,

Por toda a parte enfim,

Pairam aromas mil

De mil e uma flores,

Pairam partes de mim

Enfeitiçado pelo verão primaveril,

Por Portaló,

Por mil amores…

 

Haragano,o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

10
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – O Refúgio

Gil Saraiva

 

 

         II

 

“O REFÚGIO”

 

 

Venham visitar o refúgio

Dos poetas, criadores,

Dos amantes, pensadores,

Sem subterfúgio

Entrar com amor,

Vir sentir a paz e a harmonia,

Num descanso tão consolador

Seja no pôr-do-sol

Ou raiar do dia…

 

É aqui que escrevo

Eu estas linhas,

É aqui que estou

Eu deslumbrado,

Tentando colocar nas entrelinhas

O quanto aqui me sinto

Apaixonado…

O Portaló tem um manto de magia,

Algo me faz sentir

Enfeitiçado,

Como se num cerne de alegria

Fosse possível tocar

A nostalgia…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)