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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

28
Jul11

Poemas de um Haragano: Nos Caminhos da Flor – Imagine-se

Gil Saraiva

 

          VIII

 

"IMAGINE-SE..."

 

Imagine-se um mar de prata

Bordado ao ouro macio de um pôr-do-sol,

Deixemos agora

A nossa mente

Colocar algumas aves nidificando

Na costa fina de arbustos salgados,

Reserva natural

De um qualquer sonhado paraíso...

 

Em silêncio,

Os bateres de asas,

Se confundem com o restolhar do vento

Que sorri prá Primavera

Agora tão tangível...

 

O sentimento é por certo de harmonia!...

 

Pra quem não sente em verso

O deleite que os sentidos propiciam,

Recomendo que respirem fundo,

Deixem entrar languidamente

O cheiro a maresia...

 

Issooo...

Procurem agora sentir

A aragem vos acariciar,

De leve,

Passando-se suave

Pelo brilho dos olhos

E obrigando ao esvoaçar de alguns cabelos...

 

Com o olhar

Sigam as aves

Que gritam cânticos de amor

E de acasalamento...

 

Se entreabrirem os lábios

As papilas vão, por certo,

Detetar o gosto a mar,

O gozo das sensações plenas

E do encontro puro e idílico com Gaia,

A deusa que voluptuosa

Representa a Terra original...

 

Sentem?

Agora pensem,

Com um sorriso,

Num amor ausente...

 

Procurem influenciar a mente,

Mas sem esforço...

 

Issoooooo...

Estão vendo a sereia?...

 

É no exato instante,

De sensual e romântica lasciva,

Em que de joelhos nos dobramos

Para colher uma flor

De beira de caminho,

Que estamos integrados!

Cheios de amor,

De vida e de natura,

Enfim... de plenitude!!!

 

Imagine-se

Um mar de prata

Bordado ao ouro macio

De um pôr-do-sol

E conclua-se

Que afinal amar é simples...

 

Senão o mar seria água

E nada mais,

As aves: pássaros

E a reserva: pântano...

 

Imagine-se...

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

(Gil Saraiva)

11
Jul11

Poemas de um Haragano: Achas de um Vagabundo – Já Se Vai…

Gil Saraiva

 

        VII

 

"JÁ SE VAI..."

 

Vem

Voar comigo entre palavras...

A volta ao mundo daremos

Em segundos pela net...

 

Vem!

Temos a riqueza suprema

Dos chats que trocamos,

Em letras que tudo dizem

Nas frases que em conjunto

Constituem...

 

Vamos

Sentir o vento

Nos acentos das palavras...

O mar em cada til

Salgado de emoção...

 

Vem!!!

Vamos provar

As nossas bocas

Nos símbolos simples

Das chavetas...

Ah!

 

Vem!...

Que net é lenta ainda

Mas a noite é curta

E já se vai...

 

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

(Gil Saraiva)

08
Jul11

Música Precisa-se: Fado da Moody's

Gil Saraiva

Nota Prévia: O autor da letra procura alguém que componha a música

deste fado e alguém que esteja disposto a cantá-la. Obrigado.

 

 

"FADO DA MOODY'S"

Portugal estava no lixo,
Foi a Moody's que o pôs lá,
Qual maçã podre, com bicho,
É pra deitar fora já!

É pra deitar fora já,
Depois de séculos de História,
Nem importa quem cá está,
Pois tramar o tuga é glória.

Isto está mesmo a pedir,
Ai, Uma arma de dois canos
Cerrados que é pra partir
A cara aos "amaricanos".

Mas quem eles acham que somos?
Portugal deu a palavra,
Temos honra no que fomos,
Não somos da sua lavra...

Abutre é aquele que explora
O mais pobre ou o mais fraco,
Cheira o sangue e não demora
A deixar tudo num caco!

Isto está mesmo a pedir,
Ai, Uma arma de dois canos
Cerrados que é pra partir
A cara aos "amaricanos".

A Europa que se una,
À nossa volta na luta,
Que forme connosco a tuna,
Gritando: "filhos da dita!"

Gritando: "Filhos da dita,
Novos mundos deu ao mundo
Este povo que acredita
Conseguir sair do fundo..."

Isto está mesmo a pedir,
Ai, Uma arma de dois canos
Cerrados que é pra partir
A cara aos "amaricanos".

Dois terços do mar na Europa
É do nosso Portugal,
Não sujeitamos a OPA
O nosso país natal!

Se houve um entendimento,
Com a Troika do dinheiro,
Não nos "lixem" no momento
Deixa-nos provar primeiro!

Isto está mesmo a pedir,
Ai, Uma arma de dois canos
Cerrados que é pra partir
A cara aos "amaricanos".

Haragano, o Etéreo in Baladas de Embalar

(Gil Saraiva)

08
Jul11

Poemas de um Haragano: Achas de um Vagabundo – Ela

Gil Saraiva

 

 

   IV

 

"ELA..."

 

Ela

Não podia estar ali...

 

Talvez...

Nos confins do pensamento,

Longe de tudo...

Não de todos!...

Um rosto jovem no sorrir...

 

Um rosto,

Com raios de Sol

Caindo nos ombros,

Em cabelos de um ouro

Que brilha no escuro...

 

O azul do mar

Repousando nas pálpebras,

De uns olhos castanhos

Que brilham também...

 

Um doce poente

Poisado nos lábios,

De uma boca que arde

E cheira a pecado...

 

Um luar de prata

Em seu meigo rosto,

De uma Lua Cheia

Que ilumina a serra...

 

Os traços de Vénus

Moldados num corpo,

Que Gaia quis tão fértil

Como sensual...

 

O entardecer

Descendo no ventre,

Qual crepúsculo

Anunciando a plenitude...

 

O sabor a sal

Colando-lhe as coxas,

Húmidas de ansiedade,

De ante prazer...

 

O toque da seda

Envolvendo os seios,

Tentando esconder

A derme perfeita...

 

O amor perdido

Em seu terno olhar,

Que busca sedento

Outro olhar igual...

 

E um ar de oásis

Cobrindo-lhe a pele,

Qual neblina ténue

Desejando Sol...

 

Ela...

Não podia estar ali...

 

Talvez...

Perto de alguém,

Imaginário ninguém,

A quem esperava,

Um dia,

Vir a encontrar!...

 

Ela

Não podia estar ali...!

 

Não!...

Não existe tal paisagem,

Pois as quimeras

Nunca são reais!

 

Mas...

Se por força

De acasos impensáveis,

A paisagem

Não for mera miragem...

 

Se o ocaso

Realmente for poente

Que chega ante meus olhos

Suspensos na exceção,

Então... então...

 

Então tudo eu dou

Pela paisagem!...

O que sou,

O que fui

E o que serei,

O que tenho

E o que possa vir a ter...

Tudo!...

 

Porque tudo é pouco

Se puder na paisagem

Meu ser eu colocar...

Num canto,

Ali...

Mas enquadrado...

 

Ela

Não podia estar ali...

 

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

(Gil Saraiva)

05
Jul11

Poemas de um Haragano: Achas de um Vagabundo – Adormecer…

Gil Saraiva

 

ACHAS DE UM VAGABUNDO

 

 

            I

 

"ADORMECER..."

 

 

Quero ver o brilho de teus olhos

Refletir o gozo do teu ventre...

Quero...

Porque tu,

Fronteira marginal de meu prazer,

Fonte viciada onde me banho,

És rochedo que se ergue

Junto à praia,

És terramoto,

Epicentro de mim e tudo o mais...

 

Quero ser a maré

Que sobe à tua volta

E que volta a descer

Suavemente

Ou com a fúria das vagas,

Que na Adraga,

Moldam a seu belo prazer

A dura rocha....

 

Quero poder provar o sal

Das tuas ondas;

Escondendo-me à força e,

À vontade,

Explodir dentro de ti

Nascente natural do meu querer,

Fonte viciada onde me venho

Pra regressar, um dia,

Não sei quando...!

 

E quero poder olhar para o mundo

Sem o ver;

Sentir a multidão

Sem a sentir;

Falar com a vida

Sem falar;

Pois sei que apenas quero ter

A tua companhia e saber ir

Para onde contigo

Possa estar...

 

Quero ainda

Que os nossos pensamentos

Se envolvam

Conforme os movimentos!...

 

Eu quero tudo amor

E tudo é pouco,

Porque o tudo é nada

Sem te ter...

 

Mas o que é tudo?

(Por um momento o espaço

Fica mudo

Para em seguida,

A minha voz, dizer...):

 

- É o rever teu rosto de mar

A cada amanhecer

E já, indo alta a noite,

Voltar a vê-lo adormecer...

 

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

(Gil Saraiva)

15
Jun11

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus – Lilás

Gil Saraiva

 

     XI

 

"LILÁS"

 

Cor mais linda, pintura de açucenas,

Ali, na noite escura, és recordar

Na boca sensual que quer amar...

Uma voz rouca... só... sorrindo apenas...

 

Imagens simples, férteis e pequenas,

Mas tudo traduzido em um olhar...

Frenética loucura de um gostar

Jamais um mar será de águas amenas...

 

Um rio de cor, reflexos de sentir,

Um só lençol de seiva, uma choupana,

Que pode um coração fazer explodir

 

Ao som de um samba sob a luz cigana...

Cor mais linda, que uns lábios faz mordaz,

És por amor, ternura, a cor lilás...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

14
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – A Vigília

Gil Saraiva

 

       VI

 

“A VIGÍLIA”

 

O sonho parece não ter fim…

Criando praiazinhas graciosas

O mar banha os despontares de areia,

Com flores de espuma, qual jardim,

Regado a gotas de oceano, preciosas,

Pérolas de mar na maré cheia…

 

De forma suave, harmoniosa,

Chegam as águas fluidas à muralha,

E a meiga ondulação vai radiosa

Penteando as pedras sem batalha,

Numa paz cúmplice que enleia

As margens por onde serpenteia…

 

Na piscina do hotel a queda de água

Trauteia indolente a voz da vida,

Sem sinas, tristeza ou sequer mágoa,

Apenas porque a vida lhe é querida…

Ao fundo um colorido bar molhado,

Servido por morena no sorrir garrida,

Refresca, por dentro e fora,

O mais acalorado convidado,

P’ra quem as cervejinhas, canapés

Ajudam a ficar mais relaxado,

Sobre a vigília plácida dos chalés….

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

11
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – A Paisagem

Gil Saraiva

 

          III

 

“A PAISAGEM”

 

Do ocre das fachadas

Das acomodações e dos chalés

Imagens de cor ficam gravadas,

Se destacam os detalhes, lés-a-lés,

Das madeiras, dos alçados,

Das varandas,

Passadeiras, caminhos, cordas bambas,

Delimitando espaços e picados…

 

São os chalés, por fora, salpicados

De espreguiçadeiras inovando

Ora repouso ameno,

Ora pecados,

Que cabe a cada um ir desvendando…

 

Tudo se vira ao porto, ao mar

E a Valença,

Ponto continental no horizonte,

Que a noite, ao cair, faz revelar

Do outro lado da água, bem de fronte,

Pelas luzes, as formas e a presença

Que olhando podemos vislumbrar…

 

São paisagens reais que amo e friso

Só porque adoro estar no paraíso…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

27
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Flor Colhida

Gil Saraiva

 

"FLOR COLHIDA..."

 

 

Ter no sentir o brilho do poente,

Ter o olhar profundo, inconformado,

Que mais parece ser o resultado

Do espelho que da alma é transparente...

 

Ter no sorriso a luz de um branco quente,

Num cativar exclusivo, arrebatado,

Que tem de simpatia e de pecado

Tanto como de vida e de inocente...

 

E ser sereia e mar na Internet

Ou flor crescendo em bruto na colina...

Ter tudo, enfim, e ser adrenalina

 

De quem num só olhar se compromete...

Ser simples como a flor que, ao ser colhida,

Descobre quem por ela dá a vida...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)

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