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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

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25
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – Braços Abertos

Gil Saraiva

 

 

              V

 

 

“BRAÇOS ABERTOS”

 

 

Quando os braços abriste para mim

E me deste teu meigo e doce colo,

Não sei eu se segui o protocolo,

Mas sei que me senti mui’ bem assim

 

Entre teus braços… Abraço sem fim

Junto ao teu peito meigo em que me enrolo,

Por esse teu carinho um novo Apolo

Me fizeste sentir… Num folhetim

 

Daqueles de cordel, com muito mel,

Apaixonado e vivo uma vez mais.

Quando os braços abriste fui jamais,

 

Fui nunca, garanhão, eu fui corcel

Cavalgando por ti, fui haragano,

No abrir dos teus braços… oceano!

 

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

02
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - A Abelha

Gil Saraiva

 

 

“A ABELHA”

 

Como um zangão perdido andava eu,

Sem rumo, sem destino, sem um lar,

De flor em flor sem néctar apanhar,

Sem Sol, sem luz, sem meta ou apogeu…

 

Era uma vida vã, num escuro breu,

De flor em flor sem asas pra voar,

Um inútil zangão que só, sem par,

Pouco tinha pra dar, pouco de seu…

 

Por fim chegou um dia a Primavera,

Por toda a parte flores despontavam,

Em voo livre abelhas já voavam,

 

Mas eram para mim como quimera…

Só no Verão, vestindo a cor vermelha,

Chegaste tu, meu mel, tu… minha abelha…

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)