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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

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Registos da Memória - Brasil - Nordeste - II - Natal - O Cajueiro de Pirangi

Brasil Nordeste II.JPG

(Brasil - Nordeste – II - Natal – O Cajueiro de Pirang- Foto de autor, direitos reservados)

Registos da Memória

II

Brasil – Nordeste

Natal – O Cajueiro de Pirangi

 

O Cajueiro de Pirangi é uma árvore gigante ou melhor dizendo, gigantesca, que se encontra situada na praia de Pirangi do Norte, no Município de Parnamirim, a 12 quilómetros a sul de Natal, a magnífica capital Sol e do Estado Brasileiro do Rio Grande do Norte, que envolve uma superfície de cerca de 8.500 metros quadrados, com um perímetro aproximado de 500 metros, da qual resulta, quando da safra, 70 a 80 mil cajus, o que ronda as 2,5 toneladas. Este gigante único equivale a 70 cajueiros normais e foi inscrita no “Guinness Book os Records” em 1994, depois dos peritos terem efetivamente comprovado que se tratava de uma única árvore.

Com efeito, a natureza adaptou-se perfeitamente à região. O cajueiro, em vez de crescer em direção ao céu, como é normal, devido à criação própria de uma mutação genética, cresceu para os lados e foi-se expandindo. Porém, o peso da ramagem cada vez maior obrigava os ramos a acabarem por tocar no solo e o cajueiro, mais uma vez, inventou outra mutação, criando raízes em cada ponto onde os seus ramos atingiam o chão e daí partindo para novos horizontes, repetindo sequencialmente o mesmo método.

Os especialistas do Guinness contrataram cientistas próprios para terem a certeza de que continuava a tratar-se da mesma árvore, já que não existe outra assim, e, pela sequenciação do genoma, a prova final não deixou dúvidas à equipa científica de se tratar tudo de uma única árvore, ou seja, esta não era apenas uma única árvore como é também um cajueiro único. O velho Darwin é que tinha razão, a natureza adapta-se para sobreviver e em seguida para prosperar.

Este exemplo vivo do engenho e da arte da vida, ajuda-nos a entender como evoluíram animais e plantas em ambientes que à partida lhes eram ou se tornaram adversos. Uma nota engraçada é que a população autóctone chama a um dos cinco ramos que partem do cajueiro pelo nome ternurento de “salário mínimo”. Tudo porque este, ao tocar no solo, não continuou a sua expansão para novos destinos.

É com saudades que me lembro de Natal, onde inclusivamente já tive um apartamento, uma terra única de Sol, onde este se mostra o ano inteiro entre 11 horas e 45 mitunos a 12 horas e meia, por cada dia, e onde as temperaturas, durante as quatro estações, se situam entre os 22 graus de mínima e o 32 graus de máxima, raramente ultrapassando estes valores, em qualquer dos sentidos. Natal, cidade fundada no dia de Natal de 1599, há já 422 anos é ainda um dos paraísos da Terra, queira o Homem mantê-lo e preservá-lo para futuras gerações...

Gil Saraiva

Brasil Nordeste II b.jpg

((Brasil - Nordeste – II (a/b) - Natal – O Cajueiro de Pirang- Foto de autor, direitos reservados)

 

 

 

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