Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

20
Jul 11

 

 

        XVI

 

"UM POEMA"

 

Um poema

Nada tem de silencioso,

Mágico ou natural,

É sim um grito mudo

Do amago de quem escreve

Para a essência de quem lê...

 

Se for ouvido é música divina,

É arte,

É voz...

 

Mas se na valeta

Do esquecimento

Ele cair

Então

O poeta morreu uma vez mais,

Mas não sem antes sofrer muito

Para além do suportável

Pelo comum dos mortais...

 

Quantos de nós,

Muito além desse sentido,

A que chamamos de audição,

Escutamos realmente o grito mudo?

 

Quantos de nós ouvimos

No marasmo do nosso cotidiano

Um só poema?

 

"-Depende..."

Dirão os mais sensíveis...

"-Eu acho que sim!"

Afirmarão os convencidos

Pelas lições que a vida

Lhes foi dando...

"-Eu escuto..."

Dirás tu

Com medo da tua própria voz...

 

Um poema

Nada tem de silencioso,

Mágico ou natural,

É sim um grito mudo

Do amago de quem escreve

Para a essência de quem lê...

 

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

(Gil Saraiva)


05
Jun 11

 

            I

 

"A CONDESSA"

 

 

A Condessa sorriu...ligeiramente...

Um sorriso sem cópias ou igual...

O seu brilhante olhar tem do cristal

O mesmo ardor e garra permanente,

 

Aquele fulgor que nos desperta a mente,

Numa ânsia de sonhos e real...

A Condessa sorriu... tão natural,

Mas ao sorrir assim, candidamente,

 

Explodir fez, de vez, as emoções,

Mil melodias, odes, versos, hinos,

Lindas canções de amor e mais refrões,

 

Coros vindos do céu dobrando sinos...

Condessa que sorris... tão sorridente...

Sorri pra mim... assim... sorri somente...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)


04
Jun 11

 

        XV

 

“PORTALÓ”

 

Erguido na floresta tropical,

Em plena mata atlântica nascido,

De chalé em chalé, foi construído

Charmoso hotel, bem perto do portal

 

Feito de história em arco magistral…

No Morro de S. Paulo ao Sol batido,

Encosta acima, p’lo verde escondido,

Parece poesia ao natural…

 

Tem nome de escritor cada chalé,

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”,

No nosso é já Pessoa que renasce

 

Em mensagem de amor, de paz, de fé…

O Atlântico enlaça a alma em nó,

Floresce nosso amor no Portaló!

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


06
Mai 11

 

                   V

 

“MORRO DE S. PAULO”

 

Ao olhar

Ressalta já o Morro de S. Paulo;

Ao recordar

Um Morro de reis, de glórias

E de escravos;

Morro de histórias,

Fantasmas e de bravos;

Morro de saudade,

No tempo perdido,

Onde um minuto vale a eternidade,

Onde cada segundo tem sentido…

 

Aqui, no Morro de S. Paulo,

Das águas feitas de cristal,

Se elevando

O sonho ganha corpo, rosto, forma,

É natural…

E o sorriso vai edificando,

Em cada instante,

Uma outra plataforma,

Feita de natureza cativante

Como que esculpindo nova Atenas…

Mais do que bonito

O Morro de S. Paulo

É belo apenas!

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


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