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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

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30
Abr11

Poemas de um Haragano: Livro XX - Pandora

Gil Saraiva

 

"PANDORA"

 

 

Na secreta penumbra de meu quarto

A noite chega esbelta, uma vez mais,

Com abraços divinos, nupciais,

Me aquecendo o sangue de lagarto...

 

Ligo o computador e outra vez parto

Pla caixa de Pandora, como um cais,

Em que o barco sou eu e outros mortais

Com quem as minhas letras eu reparto...

 

Nesta mágica caixa sem demora,

Buscando o raio dourado de outro Sol,

Em mundos onde eu possa ser farol,

 

Eu procuro o segredo de Pandora...

Que a bruma se desfaça, finalmente,

Que o mistério passou a evidente!...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)

14
Jan09

Parto 14/01

Gil Saraiva

Parto
"PARTO"

Pela noite andei...
Andei em Lisboa...
E tu...
Terra onde nasci,
Não me conheces?
Agora que voltei,
Terra onde não vivi,
Desapareces?...

Cheguei
Com o fogo talvez do Chiado,
Cheguei
Nessa noite
Ou noutra qualquer...
Não estou recordado,
Cheguei sem mulher...

E no Verão parti,
Saindo daqui...
Desta cidade chamada Lisboa,
Onde já nasci...

Saí sem Outono,
Que nele nasci,
Saí sem o sono,
Que nunca perdi...

Outono, Lisboa,
Meus progenitores,
Ajudai vosso filho,
Aplacando-lhe as dores...

Sorrindo-lhe à toa,
Mostrando-lhe o trilho,
A viela, a rua, travessa, avenida,
Por onde a Lua lhe dará guarida...

Já não sinto afecto,
Já daqui não sou,
À noite cheguei...
De noite me vou...

Pela noite andei,
Outono, Lisboa,
Agora que parto,
Esqueçam meu parto...
Porque parto...
Eu sei!!!...

Haragano, O Etéreo in Gota de Lágrima