Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

14
Jun 11

 

       X

 

"INFINITO"

 

Um astro brilha lá no firmamento;

Um ponto que me aponta o infinito;

Um cometa indicando um velho mito,

Formado há muito já no pensamento

 

Por não caber no nosso entendimento,

Como não coube no do antigo Egito,

E, nem nessa Índia velha do sânscrito

Ou mesmo até no Novo Testamento...

 

Tantos sonhos pra lá da estratosfera;

Lendas de deuses, Deus, de Lúcifer;

Materialismos, carne... só mister!

 

Ah! Pobres humanos quem vos dera

Poder, como eu, viver qualquer quimera,

No infinito amor desta mulher!

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)


12
Jun 11

 

             VIII

 

"DOCE PECADO"

 

Com a aurora chega o Sol Nascente,

Sobe no céu, com rumo já traçado,

Vem dando vida ao mundo iluminado

P’ra se esconder depois lá pra Poente...

 

E parece cumprir, de forma crente,

Uma homenagem viva, devotado

A quem tem no olhar brilho encantado

E vive e mora mais a Ocidente...

 

Parece o Sol seguir-te ó estrela bela,

Tu que a Oeste moras, qual princesa,

De origem e de raça a beleza

 

Por quem o Astro Rei amor revela...

Pudesse eu ser o Sol apaixonado

P’ra cometer em ti doce pecado!...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

 


02
Jun 11

 

              XIII

 

"LUAR DE SONHOS"

 

Chegou hoje branca a noite de luar

Com farrapos de sonhos no horizonte

Envolvendo a serra, monte a monte,

Humedecendo as almas de invulgar

 

Ambiente de oculto secular...

Chegou hoje branca a noite em alva fonte,

Entre luz e mistério sendo a ponte,

Que a Lua não nos diz como alcançar...

 

Chegou hoje branca a noite... quase trágica,

Translúcida de seres e sentimentos...

Chegou hoje branca a noite e por momentos

 

Raiou, em sensual passo de mágica,

Poisando branca em teus olhos tristonhos

E os transformando num luar de sonhos...

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


31
Mai 11

 

 

 

             XI

 

"FLOR DA PELE"

 

Sentir, à flor da pele, o verbo amar,

Amar, de corpo e alma, com furor...

Sentir, vibrar, viver e pressupor

Que o ser humano tem num só olhar:

 

A força e a vontade de lutar,

A garra e o poder de sobrepor

A tudo e todos a palavra amor,

Por mais que essa palavra vá custar!...

 

Sentir, à flor da pele, toda uma vida,

No prazer divinal de um só orgasmo...

Viver de gosto, em pleno entusiasmo,

 

Amar sem fronteiras, foragida...

Assim sempre tu és... e, apaixonada

Amas-me à flor da pele... da pele suada!...

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


28
Mai 11

 

 

 

         VIII

 

"PERDIDO..."

 

Contigo quero ter o sexo porno,

Lascivo, sado, louco, inconcebível...

Contigo quero ter indescritível

Noite de amor, ao rubro, como um forno...

 

Contigo quero ser metal no torno,

Pronto pra ver moldado de impossível

Meu aço, às tuas mãos, inconcebível...

Contigo quero ter o beijo morno,

 

Dado pelos amantes imortais,

Em noites, p’los poetas, não sonhadas...

Contigo quero ver as madrugadas

 

Plenas de nós e amor, entre teus ais...

Contigo quero amar... louco, varrido...

E dentro do teu ser dar-me perdido!...

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


26
Mai 11

 

       VI

 

 

"NAVEGAR"

 

 

Na frescura da derme acetinada

Se reflectem odores de sangue quente...

Reveste-lhe esse corpo a alma ardente,

Que no brilho do olhar se vê espelhada...

 

Génese de uma vida, de uma estrada,

Que apenas é trilhada por quem sente

O ser selvagem, por detrás da mente,

Que no sorriso parece tudo e nada...

 

É morno o toque, doce o paladar,

Fervente o cerne, corpo já sem mágoa,

Que parece nesta hora ir navegar

 

Em taças de luar, em rios d' água,

Onde apenas navega uma certeza:

A chama que o amor mantém acesa!...

 

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


25
Mai 11

 

 

              V

 

 

“BRAÇOS ABERTOS”

 

 

Quando os braços abriste para mim

E me deste teu meigo e doce colo,

Não sei eu se segui o protocolo,

Mas sei que me senti mui’ bem assim

 

Entre teus braços… Abraço sem fim

Junto ao teu peito meigo em que me enrolo,

Por esse teu carinho um novo Apolo

Me fizeste sentir… Num folhetim

 

Daqueles de cordel, com muito mel,

Apaixonado e vivo uma vez mais.

Quando os braços abriste fui jamais,

 

Fui nunca, garanhão, eu fui corcel

Cavalgando por ti, fui haragano,

No abrir dos teus braços… oceano!

 

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


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