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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Poemas de um Haragano: Livro XIX - Vida

Vida

 

"Vida"


Pegar numa palavra sem sentido,
Fazer dela poesia, forma, rosto,
Torná-la expressão ou algo imposto
E dar-lhe a melodia, o ar vivido

Das outras com passado já perdido...
Conotar com prazer ou com desgosto
Essa palavra nova, ainda em mosto,
E dar-lhe um coração vivo, garrido...

Fazer dela senhora... mais: Rainha!...
Palavra das palavras, a maior!
Vida: Pode ser uma adivinha,

Um sonho, um riso, um grito ou um condor...
Seja o que for, Vida é sempre minha:
Amada, vida, dor... ou meu amor...


Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus
(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Livro XIX - Vermelha Tempestade

Vermelha Tempestade

 

"VERMELHA TEMPESTADE"


Querer... Já diz quem sabe que é poder;
Poder... Já diz quem tem que é divinal,
Divino... Diz quem sente que, afinal,
Amar é mais profundo... e mais que ter

Qualquer uma outra força pra viver...
Amar... um todo é!... Fundamental...
Amar - A luz mais forte: Capital
De quem pode o caminho escolher!...

Querer... poder... viver... Oh! Mas amar...
Nada é tão forte, quanta intensidade:
É como sentir vermelha tempestade

Nos invadindo a alma e o olhar;
É como ter na mão o infinito;
É querer, poder, viver, em um só grito!


Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus
(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Livro XIX - Tudo e Nada

f

 

"TUDO E NADA"


Amor, num golpe, é espada e cativeiro;
Amor é chave, é vinha e é guarida;
Amor é já, também, a nova vida;
Amor é universo e é celeiro;

Amor é flor exposta num canteiro:
Orquídea, rosa, cravo ou margarida?
Não importa saber qual a mais q'rida,
Se em lapela ao amor tomam o cheiro...

Amor é coração, amor é dor,
É ter; é ser; é estar; é acordar;
Amor é o primeiro beijo dar;

Amor é quando ao vê-la tem calor
Perdida face agora enamorada...
Amor é sempre tudo; é sempre nada!...


Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus
(Gil Saraiva)

Poesia: Livro - Nos Caminhos Da Flor

"SEM..."
.
.
Para ser um mito
De alguém
Eu teria de existir
Antes de ser,
De ter vivido
Antes de existir,
De ser sonhado
Antes de conhecido ser...
.
Porém,
Por tudo isso...
Não passo de simples rumor
Nas gargantas
De quem nunca me imaginou...
.
Sou um Vagabundo Dos Limbos,
Sou Haragano, O Etéreo,
Condenado a não sentir
O cheiro da rosa...
.
Sem que uma pétala
Deslize entre meus dedos,
Qual torrente de um rio
Com margem certa...
.
Sem que um espinho
Me prove que o sangue
Ainda corre em minhas veias...
.
Sem que a beleza de uma flor
Me cegue de amor,
Qual rosa do rio
Que murmura segredos de infinito
Em meus ouvidos...
.
Sou um Vagabundo Dos Limbos,
Haragano, O Etéreo,
Prisioneiro do aroma suave
De uma simples flor,
Mas longe de ganhar raízes
Nas profundezas intimas
Desse botão aberto ainda
Sem destino...
.
Nos caminhos da flor,
Qual seiva
Que alimenta a planta,
Eu continuo
Sem rumo
Meu caminho para a extinção...
.
.
Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

Poesia: Livro - Nos Caminhos Da Flor

"RASTO"
.
.
Olhar o céu
E ver nas estrelas
O florir da Primavera...
.
Sentir em cada uma
O perfume de uma flor!...
.
Tocar o infinito
Como quem toca uma quimera
Na essência vaporina
De um odor!...
.
Colher a mais perfeita,
Porém...
Da vista oculta,
Que não do meu sentir...
Que não do coração...
.
Sorrir só por sorrir!...
.
Em pétalas de amor
A desfolhar...
Entre meus dedos
Dar-lhe a forma
E um olhar...
.
Sentir a agitação do pólen
Me viciar o corpo,
Ir mais além...
Que ao infinito
Nunca foi ninguém!...
.
Regar,
Essa mais linda flor,
De vida,
De lágrimas de sémen
E saudade...
E ver nascer
Em folhas de prazer
Um novo amor,
Roubando assim à estrela
A liberdade!...
.
Ébrio de sonhos
Busco a flor oculta
Olhando o céu estrelado
E vasto...
.
Perdido de ilusão
Busco de novo...
Para encontrar apenas
O seu rasto...
.
Quem quiser ver
Florir a Primavera,
Nas estrelas
Do Universo imenso,
Tem que uma oculta flor
Ver brilhar
Sem que um qualquer outro
Possa vê-la!...
.
Pra poder ser minha
A oculta estrela
Tem de pensar o mesmo
Do que eu penso,
Tem de por mim sentir
Um amor tão vasto...
Que eu possa,
Por amor,
Seguir-lhe o rasto!...
.
.
Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

Poesia: Livro - Nos Caminhos Da Flor

"POR MAIS..."
.
.
Por mais
Que o encanto
Pareça estar quebrado...
.
Por mais
Que o sonho
Tenha dado lugar ao Sol
Depois de um raiar irritante
E nublado da aurora...
.
Por mais
Que o cotidiano
Me tente chamar à razão,
Qual despertador enervante,
Repetitivo,
Monótono
E incansável...
.
Por mais
Que a flor
Se encontre oculta...
.
Por mais
Que tudo...
.
Nada vai parar
Quem sonha
Com o que sabe querer,
Por mais
Que o sonho
Demore a chegar...
por mais que o sonho
Demore
A sonhar...
.
.
Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

Poesia: Livro - Nos Caminhos Da Flor

"ONDE ESTÁS?"
.
.
Onde estás?...
Tu iluminas meus sonhos
Noite após noite
Como se eterna fosse
A tua luz...
.
Onde estás?...
Tu que me fazes sentir gente
Por entre gente
Que jamais o foi...
.
Onde estás?
Tu que saiste
Do cotidiano das imagens
Pra te instalares
Pra sempre
Em minha mente....
.
Onde estás?
Tu que és a seiva
Que me corre nas veias,
O gosto que me vem à boca,
O odor que me invade
O cérebro escravizado...
A flor oculta
Que floresce em meus sentidos...
.
Onde estás?
Diz-me pra que eu possa
De novo ser alguém!!!
.
.
Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

Poesia: Livro - Nos Caminhos Da Flor

"O VASO"
.
.
Aceita meu vaso,
Sê a minha flor,
Para que te possa regar
A cada dia
De sorrisos
E de mimos
No mais intimo
Da nossa alienação...
.
Aceita meu vaso,
De barro feio...
Bruto na forma,
Naife no desenho,
Para que nele
Possas ser
A minha flor...
.
Aceita meu vaso,
No decoro do silêncio
Da nossa cumplicidade...
Deixa que nele te implante
Meiga flor silvestre...
.
E que te regue...
E que te cuide...
E que se murchares,
Por falta de carinho,
Se quebre o vaso;
E seque eu,
Na essência desta alma
Que lhe deu o barro...
.
.
Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

Poesia: Livro - Nos Caminhos Da Flor

"O FIO..."
.
.
Que o meu grito aos astros
Se oiça nos confins do firmamento...
.
E que o seu eco se espalhe
Pelo infinito mundo das mensagens...
.
Que eu seja entendido
Ao menos uma vez...
.
Minhas palavras
São lágrimas de limbos
Que para se entenderem
Têm de ser sentidas
Por quem, como eu,
Chora o deserto para que nele
Uma flor possa nascer...
.
Se eu choro lágrimas de vagabundo
É porque estou condenado
A procurar um fim prá solidão...
.
Porque a solidão
Tem saída neste labirinto...
Mas quantos encontram
O caminho certo?
.
Quantos conhecem
O homem solitário,
Este ser que existe nas memórias
De quem com ele,
Um dia,
Foi feliz...
.
Vem amor, vem,
Juntos descobriremos o fio
Que nos conduz
À luz dos sentimentos,
Ao fim da sentença eterna
De vaguearmos perdidos pelos limbos...
.
Vem amor, vem,
Que o fio da vida
Pode a qualquer hora desfiar...
.
.
Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

Poesia: Livro - Nos Caminhos Da Flor

"NÉCTAR"
.
.
O Néctar dos Deuses,
Um tal de hidromel,
Pode ser divino,
Digno de tão elevados seres,
Mas não tem o sabor do nosso amor...
Não sabe a vida e a eternidade,
Não tem a plenitude num mero segundo,
Não nos faz sentir que existimos
Porque precisamos de viver
Para poder tocar o infinito
No espaço estrito
De um simples olhar...
.
O Néctar dos Deuses
Pode ser divino,
Pode ser perfeito,
Pode ser puro,
Pode ser cristalino,
Pode ser indescritível,
Mas não é absoluto
Como nós...
.
Somos um ser total
Em construção,
Estamos para além
Dos sentidos
E dos sentimentos,
Somos o futuro,
A esperança e a alegria
Das nossas próprias almas...
.
O Néctar dos Deuses
Pode ser divino,
Mas não tem a graça
Do teu sorriso,
O perfume do teu ser,
A alma desse corpo
Onde me perco de mim,
Para despertar num tal de nós...
.
Se és a flor oculta
Deste meu existir,
Até aqui perdido,
Eu mais nada quero ser
Do que a terra
Onde cada uma das tuas raízes
E todas elas
Se alimentam até à eternidade...
.
Até à eternidade
Numa sede sem fim
E que por convenção
Chamamos de amor!...
.
Eu te amo!
.
O Néctar dos Deuses
Afinal não é importante...
.
.
Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

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