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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Beijo de Desejo

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97. Beijo de Desejo… tal como o nome indica estamos perante um beijo de instinto. Pode, em alguns casos, ter influências românticas, mas é, naturalmente, muito mais um beijo animal do que um ato influenciado por qualquer espécie de resquício racional. Um beijo de macho ou fêmea, dependendo de quem age como dominador. Existe porque se anda à caça e finalmente se avistou a presa. Depois se ela ou ele concorda ou não com o impulso já é detalhe que extravasa a sua amplitude. Beijo de desejo, sempre predador, evidentemente nómada, enérgico e até nervoso, com pressa, mas sem necessitar de ser rápido na entrega. Sempre arrebatado, imponente e voraz, transpirando virilidade ou cio, sensualidade e muito sexo. Um beijo que surge porque de certeza há feromonas pelo ar.

Beijo Dançado

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89. Beijo Dançado, qual tango pleno que rasga uma sala na intensidade e beleza do ritmo. Dado com o jeito embalado de um samba que se mistura sensualmente com uma lambada de sangue latino porque se quer bem dado, bem sentido e bem emotivo. Entregue finalmente com um cheirinho de valsa, porque elegante, sério e cativante, de passo certo porque honesto e integro. Enfim, um beijo que nos embala numa dança sempre diferente, ao som de ritmos que apelam à ação dos corpos em exercícios de sensualidade que só se atingem dançado. Onde os movimentos dão ao beijar a cadência única daquilo que um dia se recordará como inolvidável.

Beijo Cúmplice

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87. Beijo Cúmplice, inventado pelo querer de dois seres que o realizam por desejo, vontade e paixão simultânea. Este é um beijo que ganha asas na privacidade das alcovas, protegido por esses refúgios pouco iluminados onde a sensualidade invade as sombras e os rasgos de luz dopam as mentes, apuram os sentidos, exaltam os sentimentos num universo de prazer tornado tátil por mãos, corpos e lábios que se envolvem em exercícios viciantes, de lancinante loucura sã, que só terminam por rendição das partes bem depois da unificação de um todo feito a dois. Beijo de cumplicidade, parente rico do amor, alma gémea da felicidade.

Beijo de Cristal

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85. Beijo de Cristal pela pureza, vulcânico na intensidade, profundo pelo sentimento e feliz porque se afinal para sonhar basta apenas um, já para beijar são sempre necessários dois. Um beijo é sempre um ato delicado, que requer ternura, suavidade, e, tal como o cristal que nada mais é do que um vidro sem impurezas tratado com cuidados acrescidos, este beijo, pela maneira singela e doce como deve ser dado, para ser límpido e perfeito, ganha o nome ao cristal, absorve as suas propriedades mas ultrapassa a matéria inerte em emoção, calor, sensualidade, inocência, vibração, energia, vigor e significado. Um beijo de cristal é um beijo são, sentido, vindo do âmago de um e entregue no âmago do outro. Dá-se entre seres humanos e guarda-se na cristaleira da paixão.

Beijo Ceroplástico

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70. Beijo Ceroplástico, ou seja, algo que merece ser imortalizado num modelo perfeito de cera tal como se fazia na antiga Grécia, na Roma imperial ou em Alexandria ou mesmo mais tarde nos tempos do Renascimento. Algo que pela sua perfeição anatómica, pela beleza inscrita num tal envolvimento necessita de uma preservação intemporal, de um registo quente, suave e macio como só a cera consegue transmitir. Um beijo assim tem de unir dois seres para além do simples momento do ato, tem que gravar nas mentes a sensualidade e a verdade das emoções mais puras e mais cristalinas porque mais perfeitas.

Beijo de Carne

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67. Beijo de Carne, um daqueles que se sente quente, forte, sôfrego, esfomeado, cru, natural, vivo, ansioso e só possível de amparar se correspondido com a mesma intensidade na receção. Ele é entregue com os olhos nos olhos e a pele na pele, ao som frenético e acelerado dos corações a comporem sinfonias de volúpia, caminhos de envolvência plena, de pura sensualidade, daquela que faz suar os corpos e ferver o pensamento. Um beijo provido de um misto de querer, desejar, ansiar e poder fundir e assim continuar numa mistura homogénea de carne, de corpos e espíritos que se imagina ser impossível de alcançar, mas que afinal existe.

Beijo de Capricórnio

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62. Beijo de Capricórnio, muito evolutivo, mas apenas possível com certeza do que espera o capricorniano em seguida. A questão é que a necessidade de vitória neste signo supera qualquer outra coisa. Se há algo que não aparece num beijo do nativo de Capricórnio é o risco, sendo fundamental para ele a existência da máxima segurança. Este beijo é no início hesitante, tímido e discreto, principalmente nos primeiros ósculos trocados com alguém, mas, com o passar do tempo, torna-se calmo e com capacidade de esperar pela garantia desejada, sem impaciência. Beijo de Capricórnio, cresce a cada experiência, em progresso a cada prestação, sempre melhor, conseguindo atingir níveis picantes, até uma dada altura, impensáveis. Contudo constantemente reservado e evitando entregas em lugares públicos. Este é um beijo que, começado normalmente quase seco, termina em ritmos vivos de autêntica sensualidade, de preferência na privacidade de uma alcova.

Beijo Ardente

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31. Beijo Ardente, excitante e excitado, aquele que provoca a inceneração figurativa dos corpos em desejo impregnado de sensualidade e sexo, de volúpia e lascívia, de prazer e deleite, de carne e luxúria, de concupiscência e ambição, ou seja, ele é o ato que alcooliza os sentimentos, que droga os sentidos, que vícia o espirito, que projeta a alma para universos paralelos onde reina a emoção e que obriga o coração a bombar sangue como se do dilúvio divino se tratasse, tal a abundância frenética de hormonas correndo maratonas, num vai e vem infernal, entre dois seres fundidos num fogo imenso que se alimenta de vida e de paixão.

Feliz Dia dos Namorados - Beijo de "O Colecionador de Beijos II" - Beijo de Namoro

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Beijo de Namoro, aquele que, embora possa parecer único e facilmente identificável, tem várias correntes ou vias de concretização. Para os românticos trata-se de um beijo de sedução, fascínio e entrega incondicional. Não tem condicionalismos que não sejam os que derivam da própria relação de entrega mútua. Porém, num cenário que envolva 2 pessoas cumpridoras de rituais, sejam eles religiosos ou de mero pudor, traduz-se num beijo casto, impoluto, sem troca de línguas ou demoras exageradas pela paixão. Existem variadíssimos tipos de beijos de namoro, todavia, aquele que se considera mais representativo, mais clássico no género, é o que é partilhado na paixão sensual e mútua de quem se pensa entregar cegamente na fusão eterna entre 2 seres, onde a pele sente o arrepio da espinha, o coração acelera batimentos sem motivo aparente, as secreções humedecem recantos na derme ardente e a vida parece, finalmente, ter encontrado a razão do seu perfeito existir.

Não há STRIP sem BODY

 

R Sousa Martins 5º D 1050-217 Lisboa - 213 556 872 / 21 35 420 39

 

Afinal há vida para além da Troika

 

       Lisboa merece...

 

      BODY erótic CLUB

 

É já hoje, dia 11 de Agosto, que o empresário Manuel Teixeira dá luz, som, cor e alegria a um novo espaço na noite de Lisboa.

 

A inauguração tem lugar esta quinta-feira entre as 22 horas e a 01 hora da manhã. O cocktail de apresentação conta com a presença de muitas caras conhecidas da nossa capital e algumas outras de outros pontos do país.

 

O BODY vai funcionar diariamente entre as 22 horas e as 04 horas da manhã com o requinte que só o mestre do Black Tie Club sabe imprimir aos seus espaços.

 

Quando lhe perguntamos se era apenas mais uma casa para enfeitar a noite alfacinha ficámos a saber que se trata do primeiro espaço nacional com pista central de strip dupla, ou seja, com dois varões para as bailarinas, balcão em volta da pista, três faixas pardas a vermelho luminoso no chão, efeitos de fumo e laser de fazer inveja a qualquer californiano.

 

Pedimos para ver o espaço e constatámos realmente que por fim Lisboa tem um Strip Clube, com um arranjo inicial de 12 bailarinas, de nível internacional.

 

O vermelho escuro e o preto dos estofos fazem-nos lembrar espaços onde não se olhou ao custo para fazer imperar o bom gosto. Fino, clássico, quase sensual. Uma delícia.

 

Com algum receio pedi a tabela de preços e fiquei de queixo caído. Barato é a palavra certa. A degustação tem uma média de preço por copo que ronda os 15 euros e, espante-se, um table dance privado fica-se pelas 35 unidades da escassa moeda.

 

Em conclusão fico com a certeza que em Lisboa, de agora em diante, não pode haver STRIP sem BODY.

 

Recomendo vivamente.

 

Gil Saraiva

 

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