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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

Serve este local para tornar visível o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, tudo o que a imaginação me permite

Registos da Memória VI - Cabo Verde, Ilha do Sal - O Velho Calçadão de Santa Maria

Ilha do Sal Calçadão de  Santa Maria.JPG

Registros da Memória

VI

O Velho Calçadão de Santa Maria

 

Acompanhando os seus primeiros resorts turísticos, junto à cidade de Santa Maria, na Ilha do Sal, em Cabo Verde, o velho calçadão é local de passeio, de luz, de Sol, de praia, de oceano que se estende até ao infinito, de palmeiras que resistem ao tempo em que a água potável se torna recurso escasso e valioso. Aqui e ali, artistas locais vendem óleos deste céu e deste mar, por entre as vestes garridas das gentes e do casario baixo, também ele pintado de cores vivas como a gente que as habita.

O velho calçadão pode não ter a imponência moderna do novo, mas não lhe fica atrás na beleza do circuito. Inspira facilmente poetas e escritores, no seu desenrolar calmo até à urbe, indicando aos turistas onde passear, comer, beber ou escutar a morna que sempre toca em algum lugar. De um dos lados os candeeiros de rua fazem fila, prontos a iluminar nas noites os veraneantes que desejem sentir a brisa tépida da beira-mar. São como que os guardiões do velho caminho gasto pelos passos de quem por ali se cruza apressado, meditativo ou em passeio. Há locais assim, no mundo inteiro, locais onde de dia e noite passeia a paz.

Gil Saraiva

 

 

 

Registos da Memória V - Cabo Verde, Ilha do Sal, Santa Maria - Beira Mar em Odjo d'Água

Cabo Verde Sal Praia Odjo d'Água.JPG

(Cabo Verde, Ilha do Sal, Beira Mar em Odjo d'Água - VI - Foto de autor, direitos reservados)

Registros da Memória

V

Beira Mar em Odjo d’Água

 

De dia, vista de um dos patamares do Resort Hoteleiro de Odjo d’Água, a praia esconde a mística que se vislumbra em noites de Lua Nova. Aliás, o pequeno cabo em arco, relembra mais um recanto do paraíso do que qualquer coisa que nos reporte aos mistérios ancestrais destas ilhas africanas de Cabo Verde, das quais Santa Maria é apenas mais um delicioso exemplo. Até os telhados ornados em tons lilases das buganvílias nos parecem transportar para um recanto do paraíso, dedicado à adoração dos deuses do Sol e do Oceano.

Na verdade, o pequeno Resort Hoteleiro de Odjo d’Água, nascido das ruínas ancestrais do velho Farol de Vera Cruz, pelas mãos de um empresário autóctone, de seu nome Patone Lobo, tem por missão transpirar, para quem o visita ou nele se aloja, o esplendor da cultura africana e cabo-verdiana, com temáticas alusivas em cada quarto, no bar, no restaurante, nas esplanadas e até mesmo junto à praia. Feito em socalcos sobre o promontório, a fonte que dá origem ao nome de Olho de Água, tem uma singela dama de branco na frente de um enorme pote de barro, de onde brota infinita uma cristalina água sempre corrente.

Gil Saraiva

 

 

 

 

Beijo de Sol

369 - sol.jpg369. Beijo de Sol, cheio de luz, cor, vida e alegria. Um beijo que se dá pelo despertar da aurora, sob a vigília matutina do cantar dos galos, em mais um acordar da natureza para um novo dia, mas que se repete até o crepúsculo começar a invadir a linha do horizonte ocupando, por fim, o céu na plenitude, enquanto o astro rei se põe em matizes de arte, na sensualidade das cores, recortado pelas sombras do beijo, que, já sem Sol, se despede até ao nascer de um novo dia. Porque se quem beija no crepúsculo anseia pelo que a madrugada lhe poderá trazer, quem entrega um beijo de Sol espera, atento, o chegar erótico da noite.

 

 

 

Beijo Clave de Sol

077 - clave de sol.jpg

77. Beijo de Clave de Sol, dado sem , sem fuga para a , por Mi inventado, sem mais … sem mais fá… sem mais fados, em dia de Sol que não vem de e entregue a Si. Distribuído entre sorrisos musicais que cantam canções que falam de flores, de primavera, de mãos dadas e entrelaçadas como raízes de árvore em terra firme, sob a vigilância atenta das andorinhas, guardiãs de ninhos e paladinas do acasalamento festivo por entre o verde que se torna rubro de uma natureza que se renova intensamente nesta época melódica. Clave de Sol, na sensualidade das suas curvas, se convida a um beijo prenhe de esperanças…

Poemas de um Haragano: Nos Caminhos da Flor – Por Mais…

 

       XIV

 

"POR MAIS..."

 

Por mais

Que o encanto

Pareça estar quebrado...

 

Por mais

Que o sonho

Tenha dado lugar ao Sol

Depois de um raiar irritante

E nublado da aurora...

 

Por mais

Que o cotidiano

Me tente chamar à razão,

Qual despertador enervante,

Repetitivo,

Monótono

E incansável...

 

Por mais

Que a flor

Se encontre oculta...

 

Por mais

Que tudo...

 

Nada vai parar

Quem sonha

Com o que sabe querer,

Por mais

Que o sonho

Demore a chegar...

Por mais que o sonho

Demore

A sonhar...

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Nos Caminhos da Flor – Eu Espero…

 

          VI

 

"EU ESPERO"

 

Penso sozinho, eu sei,

Na solidão...

E o silêncio, nas sombras,

Não me ajuda...

Apenas faz crescer

Minha paixão...

Apenas me corrói

E me tortura

Em processos de mágoas

E loucura!...

 

E como se agrava a minha dor...

Em mil momentos de pavor...

Pois quanto mais eu penso,

Mais eu sei,

O quanto me dói

E me magoa,

Ter na solidão a voz amiga

Ou um riso cínico de intriga!...

 

Onde estará o meu amor?

Será que me deseja

Ou que me insulta?

E pensará em mim

A flor oculta?

Porque será que amar

Também é dor...?

 

Talvez se sinta só,

Para além das estrelas,

Através de imaginária ponte...

Através da linha do horizonte

Vem com as ondas do mar,

Vem para amar...

 

Espuma de raiva incontida

De querer e me não ter,

Mas de ser vida...

Mas de ser Ser...

 

Ela sabe, ao certo,

Que a desejo...

Me conhece bem

Em cada beijo...

Ai! Como posso eu

Viver sem ela...?

 

Eu quero o meu amor aqui,

Comigo...

Brilhando com o brilho

De uma estrela!...

 

Sinto algures alguém...

Sinto um respirar na escuridão...

E sinto mesmo

Sem sentir ninguém

Porque oiço bater um coração,

No silêncio dos limbos

Que não vejo,

No escuro vagabundo

Onde desejo,

Qual Haragano,

Um Etéreo ser,

Sem forma definida...

 

Eu a verei até,

Talvez, quem sabe,

Um outro Inverno...

 

E esperarei de pé,

Mesmo que a força acabe,

Na calote cristalina, glaciar,

No frio gelado de tão externo...

 

Se tiver de aguardar...

Aguardarei...

Aguardarei por meu amor eterno!...

 

Como um raio de Sol ela será...

Tão radiante

O gelo fundirá...

Nada esconderá o seu semblante!...

 

Viajar pela noite viajarei...

Guiando-me pela luz sem ter sinais...

A luz do seu amor, do meu amor,

A luz dos nossos ideais!...

 

E agora, por fim, nada mais digo...

Sei... sou... desejo... quero...

Eu sei meu amor o que consigo:

"-Amor acredita... Amor... eu espero!..."

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos da Flor

(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Terra de Vénus – Doce Pecado

 

             VIII

 

"DOCE PECADO"

 

Com a aurora chega o Sol Nascente,

Sobe no céu, com rumo já traçado,

Vem dando vida ao mundo iluminado

P’ra se esconder depois lá pra Poente...

 

E parece cumprir, de forma crente,

Uma homenagem viva, devotado

A quem tem no olhar brilho encantado

E vive e mora mais a Ocidente...

 

Parece o Sol seguir-te ó estrela bela,

Tu que a Oeste moras, qual princesa,

De origem e de raça a beleza

 

Por quem o Astro Rei amor revela...

Pudesse eu ser o Sol apaixonado

P’ra cometer em ti doce pecado!...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)

 

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – Portaló

 

        XV

 

“PORTALÓ”

 

Erguido na floresta tropical,

Em plena mata atlântica nascido,

De chalé em chalé, foi construído

Charmoso hotel, bem perto do portal

 

Feito de história em arco magistral…

No Morro de S. Paulo ao Sol batido,

Encosta acima, p’lo verde escondido,

Parece poesia ao natural…

 

Tem nome de escritor cada chalé,

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”,

No nosso é já Pessoa que renasce

 

Em mensagem de amor, de paz, de fé…

O Atlântico enlaça a alma em nó,

Floresce nosso amor no Portaló!

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – Além da Morte

 

 

              VII

 

"ALÉM DA MORTE..."

 

Eu amo-te, Ah!... Como eu te amo vida,

Luz, alma gémea, em mim redescoberta,

Tu és o rosto azul, na sala aberta,

Ao Sol que da janela, de fugida,

 

Te torna mundo, terra agradecida,

Por seres nascente, fonte, na deserta

Planície de mim, por ti desperta,

Qual Primavera solta, ao ar florida!...

 

Eu te amo, meu amor, flor encantada,

Perfume que o meu ser à força quer,

Deusa que Deus, um dia, fez mulher,

 

Para tornar minha alma apaixonada!

Tu és a minha estrela, a minha sorte,

E neste verso, minha... além da Morte!

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

Poemas de um Haragano: Livro XXI – Portaló – A Batalha

 

          II

 

 

“A BATALHA”

 

 

Macumbas, fadas, anjos e bruxedos,

Sereias, mais encantos e vudu

Ou Iemanjá, milagre e tabu,

Trazem as trovoadas aos penedos…

 

Chuvas, calor e Sol entre rochedos,

Gotas de sal e sangue em rio Cairu…

Amor, suor e vida em corpo nu,

No Morro de S. Paulo são segredos…

 

Por toda a ilha o céu vence o inferno

E esta batalha não acaba mais,

Pois Tinharé protege seus mortais

 

Com seu manto de verde quase eterno…

Desde a primeira à quinta praia a vida

Usa o amor e a fé como saída…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

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