Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

21
Jul 11

 

 

NOS CAMINHOS DA FLOR

 

           I

 

"A PALAVRA"

 

O bar ao fundo...

O motivo era a espera,

Uma espera com fim anunciado:

Ela não devia demorar!

 

Na sala cheia ninguém dava por mim,

Naquele canto destinado

A ilustres desconhecidos,

Como eu, aliás...

A multidão falava de quotidiano,

Falava de tudo,

Mesmo sem muito conseguir acrescentar...

 

Na minha mente

Uma só palavra parecia bailar

Entre a ponta da língua

E a garganta seca da cerveja

Já extinta no copo da imperial,

Havia algum tempo...

 

O bar ao fundo...

Uma só palavra...

E ela que tardava...

 

Pela milionésima primeira vez

Consultei o relógio,

Era verdade:

Os segundos continuavam a passar

No ritmo incontrolável

Do Tempo...

 

Levantei o olhar...

Ela sorriu para mim

Uma vez mais,

Como mil e uma vezes o fizera

Anteriormente...

 

E a palavra ganhou forma de novo,

E o Tempo parou,

E o bar pareceu vazio,

E a garganta húmida

Ganhou voz e lançou a palavra,

Pela milionésima segunda vez,

Pela ponta da língua:

 

Amo-te!

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

(Gil Saraiva)


19
Jul 11

 

 

        XV

 

"UM COPO"

 

Um copo de cerveja e um cigarro...

E a música apalpando toda a gente...

Um copo de cerveja e um cigarro...

E gente sentindo o corpo quente...

 

Um corpo que deseja e mais um charro...

E o álcool subindo calmamente...

Um corpo que deseja e mais um charro...

E outro corpo aquecendo lentamente...

 

Um litro se despeja zarpa o carro...

E o leito se aproxima ardentemente...

Um litro se despeja, zarpa o carro...

E zarpa o sangue no corpo da gente...

 

Um fogo que se inveja, coze o barro

E unindo dois corpos fortemente:

É movimento, ritmo, ternura,

É febre, suspiros e loucura;

É infinito num tempo finito,

No segundo louco da expansão...

 

Um grito se solta e é bizarro...

É suor, saliva e sucos de emoção...

Um grito se solta, coze o barro

No exato momento da fusão!...

 

É já... ainda não... e mais... agora!...

É vem... amor... é dia dos sentidos,

É noite, ardor, é dentro e fora,

É grito que se quebra em mil gemidos!...

 

Haragano, O Etéreo in Achas para um Vagabundo

(Gil Saraiva)


09
Jun 11

 

        V

 

"BASTOU..."

 

Nos braços de mulheres, vezes sem conta,

Caí durante um tempo que não sei...

E nos seus ventres foi meu ceptro rei,

Vassalo, escravo, prémio e mesmo afronta...

 

E nos seus lábios minha boca pronta

Bebeu todo um amor que eu não provei...

E porque tudo tive... nada dei,

Apenas saciei-me em carne tonta...

 

Em braços, por mulheres, meu ego andou,

Vampiresco animal por emoções...

Eu fui o outro lado do que sou

 

Somando caras, ventres, erecções...

Mas me perdeu um dia Lúcifer,

Bastou um só olhar de ti... mulher!...

 

Haragano, O Etéreo in Terra de Vénus

(Gil Saraiva)


29
Mai 11

 

           X

 

"D. QUIXOTE"

 

Um sorriso do olhar... simples, mais nada...

Fazer parar o tempo nessa hora,

Saber morrer de amores, p’la vida fora,

Apenas p’lo teu ar de apaixonada...

 

E, então, te ver brilhar, de alma encantada,

Nesse crepuscular que a serra adora...

Sentir-te, à luz da vela acesa, agora,

A cintilar de vida, porque amada

 

Te sentes hoje, pra sempre, meu amor,

Vida, que me cativa e prende enfim...

Ah! Como é bom ser teu e ter em mim

 

Tudo o que sou, pra dar-me em mais furor...

E se me és Dulcineia, verso, mote:

Faz, por amor, de mim teu D. Quixote!...

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)


18
Abr 11

 

"D. QUIXOTE"

 

 

Um sorriso do olhar... simples, mais nada...

Fazer parar o tempo nessa hora,

Saber morrer de amores, pla vida fora,

Apenas plo teu ar de apaixonada...

 

E, então, te ver brilhar, de alma encantada,

Nesse crepuscular que a serra adora...

Sentir-te, à luz da vela acesa, agora,

A cintilar de vida, porque amada

 

Te sentes hoje, pra sempre, meu amor,

Vida, que me cativa e prende enfim...

Ah! Como é bom ser teu e ter em mim

 

Tudo o que sou, pra dar-me em mais furor...

E se me és Dulcineia, verso, mote:

Faz, por amor, de mim teu D. Quixote!...

 

 

Haragano, O Etéreo in Livro de Um Amor

(Gil Saraiva)


26
Ago 08

publicado por plectro às 12:23

Setembro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


Seja Bem vindo ao Twitter
Follow JJGilSaraiva on Twitter
subscrever feeds
O Vagabundo

ver perfil

seguir perfil

2 seguidores

pesquisar neste blog
 
blogs SAPO