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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

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Beijo Doce

100 - doce.jpg

101. Beijo Doce como a cana-de-açúcar que nos oferece o milagre guloso desse pó que nos turva o olhar e nos invade alegremente as papilas gustativas. Salgado como a vaga da praia-mar que vem forte em direção à areia com a intenção última de a deixar húmida e sedenta de vida, mas por isso mesmo doce de novo. Terno como o brilho de um luar que chega do alto e nos transporta para paraísos de negro ou azul-escuro raiados da platina de uma Lua Cheia de encanto, romance e beleza. Feliz como um qualquer amanhecer de verdadeira primavera sob o cantar das aves que, pelo bater das asas, aplaudem esse beijo que parecendo néctar é simplesmente doce.

Beijo de Aurora

038 - aurora.jpg

39. Beijo de Aurora, surgindo suave como o advento calmo de uma madrugada de verão. Chegando sem pressas entre o movimento inicial de uns lábios e terminando descontraidamente na superfície da derme de um rosto, com naturalidade, de uma forma simples e singela, com a mesma leveza com que, por um qualquer motivo agradável, geramos um sorriso ou executamos um cordial cumprimento de cabeça. Sim, porque, no íntimo, apenas queremos transmitir empatia e, lá no fundo, deixar um pouco do que somos na memória de quem e a quem entregamos placidamente o nosso terno beijo no amanhecer.

Poemas de um Haragano: Nos Caminhos da Flor – Não Leias…

 

         IX

 

"NÃO LEIAS..."

 

Não leias...

Não leias estes versos

Meu amor,

Eles, que são pra ti,

Não deves ler

Pois não podes, jamais,

Pensar saber

Que meros versos são...

Uns sem valor...

 

Não leias estes versos...

Por favor...

 

Neles, faminto vivo

Por viver,

Neles, razão tu és

Deste meu ser,

Neles, eu nada sou

Sem teu calor...

.

Não leias estes versos

Que te escrevo,

Não pode o teu amor

Calhar-me à sorte,

Não tenho as quarto folhas

Num só trevo

Se na roda da vida

Tenho a morte...

 

Não leias estes versos

Sonho terno

Se eu em teu existir

Não for eterno...

 

Não leias estes versos

Que falam de um de nós

Que apenas minha mente

E minha voz

Inventaram de forma inconsistente...

 

Não leias estes versos...

Estou doente!...

Como podes tu ler

Esta passagem

Se mais real que tu

É uma miragem!...

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

(Gil Saraiva)

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