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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

04
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI - Verde e Ouro

Gil Saraiva

 

            III

 

“VERDE E OURO”

 

Quem não queria poder ver mais além?

Se olhar a Bahia na chegada, lá do ar,

Nos faz sorrir, tremer, e mais, sonhar,

Ao descer encontramos outro bem

Ao continuar ainda mais mirando,

Ao vermos, por fim também, focando

As torrentes cristalinas de água

Agora desabando

Em chuva tépida, lágrimas sem mágoa,

Que nos mostram as ilhas na paisagem,

Frente à Bahia, quase uma miragem,

Como gotas puras, meigas, generosas,

Quais gemas saindo preciosas

Do Atlântico que lhes presta vassalagem…

 

As mornas chuvas tropicais vão lavando

Nas ilhas o verde e o ouro naturais

E em instantes, minutos, vão limpando

Os tons de jade puro e de cristais,

Por caminhos tornados aquedutos,

Onde as águas escorrem cristalinas,

Onde chapinham rapazes e meninas…

A natureza parece estar sorrindo,

Banhada de alegria ao Sol fugindo

Qual corcel, que por ravina,

Ao vento correndo dá à crina…

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)

03
Mai11

Poemas de um Haragano: Livro XXI - Bahia

Gil Saraiva

 

 

     II

“BAHIA”

 

Primeiro a Via Láctea,

Galáxia nossa no Universo imenso…

Uma vez localizada

Procurar a agulha no intenso

Palheiro celestial

E, quando encontrada,

Desvendar por fim o Sistema Solar,

Berço do nosso bem, do nosso mal,

Coisa nossa, casa, terra, lar…

 

Depois… depois o Sol, os Planetas… olha a Terra…

Oceanos, continentes… paz e guerra…

E, já focando os trópicos, bem mais perto,

Avistar o azul e o verde da Bahia,

Imagem inversa do deserto,

De mata atlântica, em total harmonia,

Brilhando plena à luz do Astro Rei,

Jóia maior que descrever nem sei…

Eis a Bahia finalmente…

Imagem sagrada que se guarda qual tesouro,

Que brilha mais do que ouro,

Num verde e azul por si só tão reluzente…

E quase gemo e grito:

Isso… Bonito!

 

Haragano, o Etéreo in Portaló

(Gil Saraiva)