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Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

Desabafos de um Vagabundo

Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

31
Jan20

Beijo Desportivo

Gil Saraiva

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95. Beijo Desportivo, significando que tem de haver uma troca. Devendo ser partilhado entre risos, gargalhadas, e porque não durante uma bebida enquanto se assiste a um jogo da Liga dos Campeões, uma Copa do Mundo, ou uma simples troca de bola na rua, com muito palavreado pelo meio. É um beijo que carece de assistência, entregue com todo o carinho possível, completamente sincero e com um significado inabalavelmente puro no que concerne à raiz das intenções. Um beijo que festeja sempre a alegria, com desportivismo, mas principalmente pela vitória. Dado num dia onde o que desperta em Lisboa acorda em Madrid, o que se passa em S. Paulo desagua em Lisboa, o que acontece no mundo corre no cerne de nós mesmos, sem complicações, com verdade, perto das gentes, entre a multidão. Beijo desportivo, saudável, aplaudido, um eco da dama no âmago de um homem feito atleta.

11
Dez19

Beijo de Babel

Gil Saraiva

 

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43. Beijo de Babel, tão intenso e grande como a Torre que lhe dá o nome. Um beijo que parece chegar ao céu, mas se aqui Deus quisesse frustrar o beijo insano confundindo-nos as línguas só o iria tornar mais intenso, mais vivo, mais perfeito, fazendo deste beijo a verdadeira caminhada até ao paraíso nunca antes encontrado em vida pelos simples mortais. No país verde e amarelo há quem lhe chame de beijo Ventilador ou Helicóptero como que a explicar os giros da língua dentro da boca do outro, como se fosse uma hélice, num baile próprio de ventoinha e até o apelidam de beijo aspirador de pó porque de tão intenso chega a ser profundo e sufocante. Esta junção entre dois seres toca as fronteiras do impossível, funde almas e corpos e faz-nos entender o que o amor tem de divinal. Agora o apogeu está bem ali, parece gritar, silvar como uma sirene industrial do século passado… Porém, o alarme à cabeceira da cama insiste e acabamos por finalmente acordar, deixando assim o beijo confuso e perdido em sonhos trocados numa Babilónia onde a torre nos atrapalha as línguas. Para o sentirem ambos vão ter que um dia, enfim, sonhar e acordar bem lado a lado…