Serve este local para tornar visivel o pensamento do último dos vagabundos que conheço: EU! Aqui ficarão registados os meus pensamentos, crónicas, poemas, piadas, quadros, enfim, toda a parafernália que a imaginação e a veia me for dando.

04
Ago 11


21
Jul 11

 

 

NOS CAMINHOS DA FLOR

 

           I

 

"A PALAVRA"

 

O bar ao fundo...

O motivo era a espera,

Uma espera com fim anunciado:

Ela não devia demorar!

 

Na sala cheia ninguém dava por mim,

Naquele canto destinado

A ilustres desconhecidos,

Como eu, aliás...

A multidão falava de quotidiano,

Falava de tudo,

Mesmo sem muito conseguir acrescentar...

 

Na minha mente

Uma só palavra parecia bailar

Entre a ponta da língua

E a garganta seca da cerveja

Já extinta no copo da imperial,

Havia algum tempo...

 

O bar ao fundo...

Uma só palavra...

E ela que tardava...

 

Pela milionésima primeira vez

Consultei o relógio,

Era verdade:

Os segundos continuavam a passar

No ritmo incontrolável

Do Tempo...

 

Levantei o olhar...

Ela sorriu para mim

Uma vez mais,

Como mil e uma vezes o fizera

Anteriormente...

 

E a palavra ganhou forma de novo,

E o Tempo parou,

E o bar pareceu vazio,

E a garganta húmida

Ganhou voz e lançou a palavra,

Pela milionésima segunda vez,

Pela ponta da língua:

 

Amo-te!

 

Haragano, O Etéreo in Nos Caminhos Da Flor

(Gil Saraiva)


04
Fev 09

 

Era uma vez...

"ERA UMA VEZ..."

Era uma vez,
Não sei bem onde,
Não sei bem quando...
Mas sei que era uma vez:

A minha vez!
(Talvez...)

Corri depressa e não cheguei mais cedo,
Afinal a culpa era do tempo...
Desse Cronos que nos faz
Andar a horas.

Cheguei tarde,
Tarde demais...
Quem sabe?!...
Apenas por ter o relógio
Atrasado no Tempo,
Num tempo que não espera
Mesmo quando o relógio pára!

Mas cheguei,
Ah, sim, cheguei!...
Cheguei a onde era uma vez...

Lá fora,
Cá dentro,
Dentro de mim, que mais importa?
Cheguei e pronto!

Estou aqui,
Para quem o tempo não conta
Por mais que passe,
Para quem corre o risco
De chegar tarde
Mas corre na mesma,
A ver se dessa vez é a que importa!

Era uma vez,
Um relógio parado no Tempo,
Perdido de funções,
Um sem sentido,
Que apenas existe e não se explica,
Mas lindo,
Divinamente belo,
Aos olhares que nele buscam um Tempo,
Que ali parou sem explicação,
E ficam por instantes,
Que por breves,
A revelar que o Tempo não é tudo
E que talvez o relógio não tivesse
Vocação para dar horas,
Marcar um Tempo,
Farto de ser marcado sem sentido,
Porque a Eternidade não tem Tempo
Mas o Tempo dura eternidades!

Era uma vez...

Haragano, O Etéreo in Memórias Da Terra

publicado por Gil Saraiva às 06:41
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